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Estudo do Dieese aponta impactos negativos da PEC 241 no congelamento dos gastos públicos

Estudo do Dieese aponta impactos negativos da PEC 241 no congelamento dos gastos públicos

29 de setembro de 2016

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta semana simulou como seriam os investimentos feitos pelo governo federal na saúde e educação caso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 estivesse em vigor desde 2002.

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta semana simulou como seriam os investimentos feitos pelo governo federal na saúde e educação caso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 estivesse em vigor desde 2002.

Segundo o estudo, o governo federal teria investido 47% menos em educação do que investe atualmente, totalizando 377 bilhões de reais. Na saúde teríamos menos 26%, quase R$ 300 bilhões a menos.

A PEC 241, que o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional em junho, impõe congelamento por 20 anos dos gastos da União. A medida limita as despesas primárias ao montante equivalente ao que foi aplicado no ano anterior corrigido apenas pela inflação.

"A maior despesa do orçamento público é com a dívida. São os juros e a amortização da dívida, que beneficiam apenas o pequeno número de pessoas que são os detentores da dívida pública", afirma a coordenadora de Pesquisas e Tecnologia do Dieese, Patrícia Pelatieri.

Patrícia lembra que em 2015 o serviço da dívida correspondeu a 6,7% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de tudo que o Brasil produziu no ano. Para comparar, os investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura foram menos da metade do que foi gasto somente com o pagamento dos juros.

A PEC 241 também vai atingir o funcionalismo público e quem depende do reajuste do salário mínimo, como aposentados e pensionistas.

"Os salários poderão ser congelados. É uma PEC que ela limita a concessão de benefícios que estão no plano de carreira de conjunto do funcionalismo, então significou o arrocho no conjunto do funcionalismo", diz o presidente da CUT­SP, Douglas Izzo.

"Não é feito nenhum debate por parte do governo Temer de criar novas possibilidades de arrecadação, como a taxação das grandes fortunas, a construção de instrumentos que arrecade sobre aqueles que têm muito no país e que não pagam imposto. Rico, no Brasil, não paga imposto."

Douglas Izzo diz que para evitar mais esse retrocesso do governo Temer, a CUT fará mobilizações. "Nós estamos também fazendo um trabalho de diálogo com os deputados federais nos seus estados e pediremos para que votem contra essa PEC."

Fonte: CUT