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Para Vagner Freitas, política econômica recessiva gera desemprego

Para Vagner Freitas, política econômica recessiva gera desemprego

28 de fevereiro de 2015

Artigo do presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, analisa a atual conjuntura nacional e aponta saídas para que o Brasil escape da crise financeira internacional

Por Vagner Freitas

A situação da economia brasileira é delicada, sobretudo se levarmos em consideração o quadro internacional. O Governo precisa adotar uma estratégia de médio e longo prazo para administrar essa conjuntura adversa sem mudar a trajetória de desenvolvimento inclusivo e expandido, em especial, nas regiões mais frágeis do Brasil, iniciada em 2003. Essa política garantiu o pleno emprego, o aumento do poder de compra dos trabalhadores, além do combate às desigualdades e a distribuição de renda.

O ajuste fiscal anunciado pelo Governo no fim do ano passado aumenta o desemprego e pode provocar recessão. Em janeiro de 2015, o desemprego já foi maior do que no mesmo mês de 2014. A estimativa do IBGE/PNAD para a taxa nacional de desemprego de 2014 é de 8,1% - em 2013 foi de 7,3%, em 2012 foi de 6,3% e em 2011, 6,7%.

Se este ano o PIB chegar a -1%, o desemprego pode chegar até 10% da PEA. Isso equivale a cerca de 10,5 milhões de desempregados.

A CUT defende uma estratégia que combine o combate à inflação com políticas de estímulo aos investimentos que possam dinamizar o desenvolvimento com geração de emprego e renda.

Para tanto, é urgente a aprovação de uma reforma tributária que desonere os salários e taxe os lucros/dividendos, ganhos com a especulação financeira e as grandes fortunas.

Manter os empregos, a distribuição de renda e o combate à pobreza é fundamental para atravessarmos esse momento delicado da economia brasileira e mundial.