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Em negociação, CEE garante manutenção do rodízio entre os empregados das agências

Em negociação, CEE garante manutenção do rodízio entre os empregados das agências

27 de abril de 2020

Durante reunião de negociação realizada nesta segunda-feira (27/04), a CEE conseguiu garantir a manutenção do sistema de rodízio semanal para os empregados da Caixa. Além disso, o banco se comprometeu em realizar campanha de mídia para a população sobre o saque do Auxílio Emergencial e medidas de proteção

Nesta segunda-feira (27/04), mesmo dia em que o saque do Auxílio Emergencial começou, a coordenação do Comando Nacional dos Bancários e a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) se reuniram com a direção da Caixa Econômica Federal.

A videoconferência buscava exatamente medidas para evitar as enormes filas que se formaram nas portas de algumas agências nas últimas semanas, devido à falta de informação da população sobre o pagamento do Auxílio, que colocam em risco tanto os empregados quanto a população.

Desde o início da pandemia, os empregados cobram do banco uma campanha de comunicação para orientar a população a não ir às agências e de como conseguir se cadastrar para receber o auxílio. “A principal responsável pelas aglomerações nas unidades bancárias da Caixa é a falta de informações por causa do Auxílio Emergencial. Estimativas apontam que 80% das filas são causadas pelos pagamentos dessa renda. Só que mais da metade delas não precisariam e nem deveriam estar ali”, explicou presidenta da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Nós solicitamos à Caixa que nos envie a campanha para que possamos encaminhar aos Sindicatos e aos movimentos sociais de todas as regiões do Brasil para que eles possam ajudar da divulgação e na busca pela redução das filas nas agências”, completou.

Rodízio de empregados

Os representantes dos trabalhadores cobraram também a manutenção do rodízio semanal, no qual os empregados ficam uma semana no trabalho remoto e uma semana no atendimento, e dos critérios para o teletrabalho.

Foi cobrado e a direção da Caixa garantiu que a adesão voluntária não excluirá o rodízio e também que não será permitida qualquer pressão dos gestores para a adesão ao site queroatender.caixa, no qual as equipes podem se inscrever para voltar fisicamente ao trabalho, garantindo que a inscrição seja totalmente voluntária. Os representantes dos empregados reivindicaram que este sistema seja utilizado apenas nas agências que necessitam para manter o rodízio e só no período específico de necessidade.

O movimento sindical cobrou ainda a informação de quantos pagamentos do Auxílio Emergencial já foram feitos pelo banco. A direção da Caixa ficou de apurar e ainda de confirmar informação ou não de que 1% de todo o pagamento via poupança digital, por amostragem, vai ter que passar pelo gerente para tirar cópia de documento e autorizar o pagamento. Esse montante representaria 150 mil pessoas.

A Caixa disse que tem feito as melhorias no aplicativo constantemente. E que transferiu vários desenvolvedores da sua área de Tecnologia da Informação para que fosse feito melhorias no sistema. De acordo com o banco público, 13,6 milhões de contas digitais foram abertas e quase 6 milhões de pessoas já foram atendidas pelo aplicativo.

“Os empregados da Caixa se orgulham muito de ser empregados da Caixa e do papel fundamental da Caixa, como banco público. No entanto, exigem respeito ao seu trabalho. Por isso que somos tão incisivos nas cobranças que fazemos”, afirmou Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa.

Outras cobranças

Os demais pontos que foram cobrados pelo Comando e pela CEE/Caixa estão, aos poucos, sendo implementados, como a contratação de segurança desarmado para organizar as filas e as proteções de acrílico nos caixas e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para todos os empregados.

Com a autorização da Polícia Federal para atuar na organização de filas do lado de fora das agências, 558 unidades estão com um vigilante e 371 unidades estão com 2 vigilantes. Quanto aos EPIs, mais de 90% das unidades estão com as proteções básicas, quase 85% tiveram as proteções de acrílicos instaladas e 41,11% receberam as máscaras de acrílico.

Os representantes dos trabalhadores apresentaram ainda denúncias de empregados de que o banco tem pedido para irem a casas lotéricas para atender às filas. Porém, esses locais não têm segurança sanitária necessária na prevenção de contaminação, por falta de infraestrutura. A direção da Caixa negou esta orientação.

Saúde Caixa

Depois de mais uma cobrança do movimento sindical, em ofício enviado no dia 25 de março, a Caixa marcou uma reunião para a quarta-feira (29), na qual trará uma proposta de “Saúde Caixa para Todos”, antiga reivindicação dos empregados, que ganhou força durante a crise do coronavírus.

Auxílio emergencial

Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa, lembra que, apesar do início do saque do Auxílio Emergencial, não adianta correr para ter o dinheiro em mãos. “O escalonamento do saque visa evitar aglomerações nas portas das agências e das casas lotéricas”, disse.

O saque será escalonado e os primeiros que terão o direito a sacar são os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro. Na terça-feira (28), poderão sacar os nascidos em março e abril e na quarta-feira (29), quem nasceu em maio e junho e assim por diante. Veja calendário abaixo:

- 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro

- 28 de abril – nascidos em março e abril

- 29 de abril – nascidos em maio e junho

- 30 de abril – nascidos julho e agosto

- 4 de maio – nascidos em setembro e outubro

- 5 de maio – nascidos em novembro e dezembro.

Este calendário de saques é para as pessoas que receberam por meio da conta digital aberta pelo banco.

Fonte: Contraf-CUT