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Caixa não libera acesso dos empregados ao 3º Censo da Diversidade

Caixa não libera acesso dos empregados ao 3º Censo da Diversidade

26 de setembro de 2019

Em total desrespeito à mesa de negociações, a direção da Caixa não liberou acesso para que os empregados respondam o questionário do 3º Censo da Diversidade

A Caixa Econômica Federal é o único banco que compõe a mesa única de negociações entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Comando Nacional dos Bancários que não aderiu ao 3º Censo da Diversidade. O levantamento visa traçar o perfil da categoria bancária por gênero, orientação sexual, raça e pessoas com deficiência (PCDs) com o objetivo de analisar as políticas de inclusão dos bancos e promover a igualdade de oportunidades no setor financeiro.
Os empregados da Caixa não tiveram suas senhas de acesso liberadas. Portanto, não conseguem responder. “A verdade é que a Caixa está descumprindo o que foi acordado na mesa de negociações. Ela concordou em participar do Censo e agora nega a possibilidade de seus empregados responderem ao questionário”, criticou o coordenador da CEE (Comissão Executiva dos Empregados), Dionísio Reis.
O Censo da Diversidade é uma conquista da luta da categoria bancária por igualdade de oportunidades e por respeito dentro dos bancos. Neste sentido, é fundamental que os bancários e bancárias de todas as instituições financeiras participem, respondendo ao questionário.

“A participação do maior número possível de bancários é importante para aumentar a precisão dos dados sobre a realidade nos bancos e, assim, definir estratégias que fomentem a diversidade nos locais de trabalho. Lamentamos que a Caixa tenha adotado essa postura antidemocrática que vai na contramão da maioria dos bancos”, destacou a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Rosalina Amorim.

A pesquisa é uma das conquistas da categoria na Mesa de Negociação com a Fenaban. Realizado nos anos de 2008 e 2014, o Censo fornece resultados que refletem a realidade do setor bancário e possibilitam a criação de estratégias de inclusão e promoção da diversidade no ambiente de trabalho.

“A intransigência da direção da Caixa em diversos pontos é absurda. O banco mostra total desrespeito com as questões negociadas. Mesmo que a Caixa tenha diversas políticas de diversidade, não participar do Censo da Diversidade é uma insensibilidade”, afirmou Dionísio.

Fonte: Contraf-CUT