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Em 2021, quase metade das negociações salariais ficou abaixo da inflação

Em 2021, quase metade das negociações salariais ficou abaixo da inflação

26 de janeiro de 2022

Enfraquecimento da atividade econômica no País, decorrente da pandemia e, o desemprego resultante da política adotada pelo governo Bolsonaro levou 47,7% das categorias profissionais a fecharem acordos abaixo da inflação em 2021. É o pior resultado registrado desde 2018, revela o Dieese

Em 2021, 47,7% das negociações salariais do setor privado ficaram abaixo da inflação, apenas 15,8% ficaram acima, 36,6% empataram e as demais ficaram abaixo da alta inflacionária, de acordo com levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) fechou 2021 em 10,16%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É o pior resultado registrado em quatro anos, desde que o Dieese começou, em 2018, a avaliar as negociações inseridas na base de dados do Mediador do Ministério do Trabalho; e também o mais fraco desde 2003, se for considerada uma série mais longa, iniciada em 1996, e que leva em conta uma amostra de apenas 800 categorias.

De acordo com reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o reajuste médio de 16,3 mil negociações concluídas e inseridas até o dia 6 de janeiro na base ficou em 0,86% abaixo da inflação.

Entre 1996 e 2002, 40% das negociações perdia para inflação. Em 2003, com a inflação em alta, 58% das negociações ficaram abaixo do INPC.

De 2004 em diante, a parcela de negociações com reajustes acima da inflação predominou. Em 2015, o quadro piorou. Desde 2018, com o enfraquecimento da atividade econômica no País, agravada pela pandemia e a alta do desemprego, a situação complicou para a Classe Trabalhadora.

Fonte: CUT Nacional