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Banco do Brasil quer reduzir PLR do programa próprio

Banco do Brasil quer reduzir PLR do programa próprio

24 de agosto de 2020

Representantes do Banco do Brasil afirmaram na rodada de negociação específica de segunda-feira (24/08), que além da redução da regra da Fenaban, banco quer cortar PLR do programa próprio pela metade

O Banco do Brasil se manteve irredutível nas propostas de corte de direitos apresentadas nas reuniões anteriores e, na reunião desta segunda-feira (24/08), foi além ao anunciar outra medida que afetará diretamente a renda dos funcionários: a redução da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) linear paga pelo programa próprio do banco.

No Acordo Coletivo de Trabalho em vigência, o banco distribui 4% de seu lucro líquido linearmente entre os funcionários. O Banco quer reduzir esse percentual para 2% do lucro líquido.

“A redução proposta na mesa única de negociações já levava a uma queda de até 48% do valor pago aos trabalhadores. Com essa redução de 50% do programa próprio do banco o valor cairá ainda mais. É inaceitável!”, disse o coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga. “Com essa proposta, o banco não nos dá alternativa. Ele está jogando os funcionários para a greve”, completou. A redução chega a 42% do valor nos salários de ingresso (escriturários e caixas).

Mais cortes de direitos

Nas últimas reuniões de negociações, o Banco do Brasil já havia apresentado propostas de retiradas de direitos dos funcionários. Primeiro levantou a possibilidade de redução do tempo de avaliação necessário para retirada de comissão de função e, na última reunião, apresentou a proibição da acumulação e venda dos cinco dias de folga a que o funcionário tem direito a cada ano; o fim do descanso de 10 minutos a cada hora para os funcionários do autoatendimento; o registro de ponto do intervalo de 30 minutos para almoço; e a implantação do ponto eletrônico para os funcionários do BB Seguridade, BBDTVM e outras subsidiárias do banco.

“É pauta do governo Bolsonaro, que quer rebaixar salários e reduzir direitos de todos os trabalhadores de empresas estatais, inclusive dos bancos públicos”, avaliou Fukunaga.

“Os funcionários não aceitam esses ataques. Entendemos que o Banco do Brasil não apenas tem totais condições de manter todos os nossos direitos, mas também atender todas as nossas reivindicações. Os funcionários estão mobilizados e vão lutar para que elas sejam atendidas”, disse a secretária da Juventude e representante da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) nas negociações com o banco, Fernanda Lopes.

Fonte: Contraf-CUT