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Caixa cancela negociação sobre redução de jornada para responsáveis por PcDs

Caixa cancela negociação sobre redução de jornada para responsáveis por PcDs

24 de maio de 2024

Empregados cobram, há mais de um ano, o direito à redução da jornada, mas banco parece não entender a importância dessa demanda

A Caixa Econômica Federal cancelou na última hora, a reunião de negociação sobre a concessão do direito à redução da jornada para pais, mães ou responsáveis por PcDS/TEA (pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista). A reunião estava marcada para esta sexta-feira (24/05), às 10h00. A representação das empregadas e empregados cobra a concessão do direito há mais de um ano.

“Valorizamos muito a mesa de negociação e esperamos que seja apenas uma prorrogação da data para que o banco consiga trazer uma proposta que atenda o que estabelece a jurisprudência sobre o caso”, afirmou o coordenador da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa, Rafael de Castro.

“É um assunto extremamente importante para as colegas e os colegas que são mães, pais ou responsáveis por PcD/TEA, por isso, queremos dar continuidade às negociações. Esperamos que a Caixa tenha clareza da situação na qual se encontra, pois está se criando jurisprudência positiva para este grupo, e seria louvável por parte da empresa resolver a situação em mesa de negociação”, explicou o coordenador da CEE.

Até o fechamento deste texto a Caixa não havia entrado em contato com a representação dos trabalhadores agendando nova data, ou justificando o cancelamento.

Não confunda

Não se pode confundir a redução de jornada do empregado PcD com a redução da jornada do trabalhador cujo filho ou dependente é PcD.

“O horário especial para acompanhar dependente com deficiência é um direito que tem sido concedido ao empregado que tem filho ou dependente com deficiência. Comprovada a necessidade por junta médica oficial, o direito deve ser concedido, sem redução salarial e sem a exigência de compensação de horários”, explicou a advogada Meilliane Pinheiro Vilar Lima, do escritório LBS Advogados, que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) nas questões jurídicas que envolvem a Caixa.

Fonte: Contraf-CUT