Geral

Mulheres das centrais sindicais estão unidas em defesa de direitos das trabalhadoras

Mulheres das centrais sindicais estão unidas em defesa de direitos das trabalhadoras

23 de junho de 2016

Reunião do FNMT aconteceu nesta terça (21), em São Paulo

A defesa dos direitos das trabalhadoras une mulheres das centrais sindicais. Esta foi a conclusão do Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) que se reuniu nesta terça (21), em São Paulo.

Foi o primeiro encontro das mulheres da CUT, CTB, UGT, NCST e Força Sindical depois do golpe em curso contra a presidenta Dilma Rousseff e não teve como não falar sobre a atual conjuntura, as perdas e retrocessos dos direitos são preocupações das mulheres das centrais.

“Nós sempre lutamos pela ampliação dos direitos das mulheres, mas nós tivemos avanços inegáveis nestes últimos anos. Este golpe contra a presidenta foi também um golpe contra todas as mulheres”, afirmou a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista.

O governo de Michel Temer sinaliza retrocessos nos direitos trabalhistas, nas políticas sociais e particularmente nos direitos das mulheres. “Além de colocarem uma mulher sem compromisso nenhum com os movimentos feministas e das trabalhadoras, este governo golpista suspendeu as reuniões dos Conselhos até agosto desrespeitando o estatuto do conselho que determina as reuniões periódicas acabando assim com qualquer diálogo com as mulheres deste país”, contou a diretora executiva da CUT, Mara Feltes.

Junéia complementou dizendo que “o Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres é um espaço fundamental para debatermos e mapear as prioridades das mulheres do Brasil, pois é um espaço do controle social para articulação e elaboração de políticas públicas”.

Michel Temer já sinalizou que apoiará a aprovação da terceirização ampliada e uma possível reforma da previdência que atingirá, na grande maioria, as mulheres. Além disso, nomeou Fátima Pelaes, que é contra o aborto em caso de estupro, para a secretaria de Políticas para Mulheres. “Somos contra qualquer retrocesso nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e é isso que nos une”, destacou Junéia.

O Fórum também discutiu a campanha pela ratificação da convenção 156 da OIT, que trata da não discriminação de trabalhadoras e trabalhadores com responsabilidades familiares e cobra dos governos políticas públicas e compromisso dos empresários.

“Iremos fazer uma grande campanha para que o governo ratifique a convenção 156 porque será um grande passo para igualdade de gênero neste país”, finalizou Mara.

As mulheres das centrais deliberaram nesta reunião que irão construir um documento que divulgue a opinião do FNMT sobre a conjuntura política brasileira para ser entregue numa audiência pública que deverá debater a importância da ratificação da convenção 156 e em defesa dos direitos e avanços conquistados pelas mulheres neste último período.

Fonte: CUT

LM