Bancos fecham 14.460 postos de trabalho no Brasil nos primeiros oito meses do ano
22 de setembro de 2017
Pesquisa feita pelo Dieese, com base em dados do Caged, divulgada nesta sexta-feira (22/09), revela que os bancos fecharam 14.460 postos de trabalho no Brasil entre janeiro e agosto de 2017,
Os bancos fecharam 14.460 postos de trabalho no Brasil entre janeiro e agosto de 2017, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), conforme aponta pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22/09), pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em agosto de 2017, registrou-se saldo positivo em 72 postos no setor bancário, após 17 meses consecutivos de saldos negativos. Porém, em agosto, o Caged registrou o fechamento de 3.780 postos.
Todos os Estados apresentaram saldo negativo de emprego no período compreendido entre janeiro e agosto de 2017. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os Estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 3.751, 2.042 e 1.546 postos, respectivamente.
A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foram responsáveis pelo fechamento de 7.347 postos. A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 6.845 postos.
Faixa Etária
Os bancários admitidos no período concentraram-se na faixa etária até 39 anos de idade. Os desligamentos concentraram-se nas faixas etárias superiores a 25 anos e, especialmente, entre 50 a 64 anos, com fechamento de 11.614 postos de trabalho. Os saldos são positivos apenas para as faixas de idade até 29 anos.
Desigualdade entre Homens e Mulheres
As 7.677 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e agosto de 2017 receberam, em média, R$ 3.540,35. Esse valor corresponde a 69,2% da remuneração média auferida pelos 7.735 homens contratados no mesmo período.
A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 15.166 mulheres desligadas dos bancos entre janeiro e agosto de 2017 recebiam, em média, R$ 6.629,66, o que representou 78,6% da remuneração média dos 14.706 homens que foram desligados dos bancos no período.
Fonte: Contraf-CUT