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Centrais comemoram derrota do governo na discussão da reforma trabalhista no Senado

Centrais comemoram derrota do governo na discussão da reforma trabalhista no Senado

22 de junho de 2017

As Centrais Sindicais divulgaram nota ontem (21/06) em que parabenizam os senadores contrários ao projeto de reforma trabalhista (PLC 38/2017) do governo Michel Temer (PMDB) rejeitado na sessão de terça-feira (20) na CAS

A CUT e as demais Centrais Sindicais divulgaram nota ontem (2106) em que parabenizam os senadores contrários ao projeto de reforma trabalhista (PLC 38/2017) do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) rejeitado na sessão de terça-feira (20) na CAS (Comissão de Assuntos Especiais).

Para as organizações sindicais, a mobilização nas ruas foi capaz de reverter a tendência de aceleração do trâmite da proposta na Casa, como queria Temer e sua base golpista, e criará um cenário para ampliar a mobilização contra a retirada de direitos da Classe Trabalhadora. 

As Centrais voltam a se reunir sexta-feira (23), em São Paulo, para decidir e divulgar o calendário de lutas para a próxima semana. Confira abaixo a nota:

VITÓRIA na CAS fortalece luta da Classe Trabalhadora

Parabenizamos os bravos senadores e senadoras - Ângela Portela (PDT), Humberto Costa (PT-PE), Paulo Paim (PT-RS), Paulo Rocha (PT), Regina Sousa (PT), Otto Alencar (PSD), Hélio José (PMDB), Eduardo Amorim (PSDB), Lídice da Mata (PSB), Randolfe Rodrigues (Rede) - que, no dia 20 de junho de 2017 votaram contra o relatório da proposta de reforma trabalhista, o PLC 38/2017, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

Esta proposta acaba com direitos trabalhistas consagrados pela Constituição Federal e sua rejeição na CAS, por 10 a 9, foi uma vitória para os trabalhadores.

Ficou demonstrado que a luta no Congresso Nacional somada à luta do povo nas ruas foi capaz de desequilibrar a base de apoio de Michel Temer e alcançar esse importante resultado. Nesse contexto, as centrais sindicais e seus sindicatos filiados têm desempenhado um papel crucial de resistência e pressão, desde que esta nefasta reforma trabalhista foi proposta.

Embora a tramitação prossiga e os trabalhadores ainda estejam ameaçados, a derrota política sofrida pelo governo, que já dava como certa a aprovação da proposta em todas as instâncias, fortalece a nossa luta e alerta a sociedade para o que está em jogo com as reformas trabalhista e previdenciária.

Essa vitória comprova a importância e a grandeza da luta e da unidade da classe trabalhadora contra a retirada dos direitos sociais, contra os ataques à CLT e contra o fim da Previdência Social.

Seguiremos, desta forma, sempre firmes e mobilizados em defesa dos direitos da Classe Trabalhadora.

- Adilson Araújo, presidente da CTB

- Vagner Freitas, presidente da CUT 

- Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical

- José Calixto Ramos, presidente da Nova Central 

- Ricardo Patah, presidente da UGT

- Antônio Neto, presidente da CSB

Fonte:CUT