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Ato no Centro da cidade na agência da Caixa combate aprovação do PL 4330

Ato no Centro da cidade na agência da Caixa combate aprovação do PL 4330

22 de abril de 2015

O Sindicato de Apucarana foi para a rua nesta quarta-feira (22/04) defender os direitos que estão em risco na Câmara dos Deputados.

Na mobilização contra a aprovação do PL (Projeto de Lei) 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil do jeito que as empresas querem, o Sindicato de Apucarana foi para a rua nesta quarta-feira (22/04) defender os direitos que estão em risco na Câmara dos Deputados.

Com material informativo e um banner apontando os deputados federais do Paraná que votaram pela aprovação do texto-base do PL 4330 nas sessões da semana passada, a diretoria da entidade realizou ato público em frente à agência da Caixa Econômica Federal, local onde tem maior fluxo de pessoas.

“Fazemos coro com a CUT, Contraf, Fetec e demais entidades do movimento sindical que estão unidas para barrar o PL 4330. Este projeto é um atentado a tudo aquilo que os trabalhadores e trabalhadoras conquistaram nos últimos anos, além dos direitos previstos na CLT e na própria Constituição Federal”, afirma Maria Salomé Fujji, presidente eleita do Sindicato de Apucarana.

Segundo Salomé, a categoria bancária precisa se engajar nesta luta para evitar a aprovação dessa regulamentação, feita a toque de caixa na Câmara dos deputados, sem levar em conta as propostas apresentadas pelas Centrais Sindicais.

“Precisamos cobrar um posicionamento dos deputados do nosso Estado através de e-mail ou das Redes Sociais para barrar esse golpe, porque aprovar a terceirização nas atividades-fim pode significar a extinção de milhares de postos de trabalho nos bancos, que já fazem boa parte de operações através dos correspondentes bancários e outros canais de atendimento”, alerta.

Para ela, está em jogo agora o futuro do emprego no país. “Ao contrário do que dizem os patrões, os trabalhadores não terão vantagem alguma com a regulamentação da terceirização. Isso é apenas uma forma de reduzir os encargos com a folha de pagamento e de se livrar da responsabilidade que eles têm atualmente ao contratar diretamente seus empregados”, afirma a presidente eleita do Sindicato de Apucarana.

Por Armando Duarte Jr.
Jornalista Diplomado – 2.495/PR