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Reportagem de TV evidencia esgotamento dos empregados da Caixa na pandemia

Reportagem de TV evidencia esgotamento dos empregados da Caixa na pandemia

19 de março de 2021

Reportagem da RJTV mostra depoimentos de empregados da Caixa relatando cobranças por metas absurdas e de trabalho extenuante no pagamento do Auxílio Emergencial durante a pandemia

O esgotamento dos empregados da Caixa Econômica Federal durante a pandemia foi tema de reportagem veiculada pelo jornal RJTV na quarta-feira (17/03). Além do pagamento do Auxílio Emergencial e de outros programas do governo para ajudar a população a enfrentar a crise, a cobrança por metas e resultados tem provocado adoecimento dos trabalhadores.

A matéria de TV divulgou pesquisa feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com gestores e assistentes da Caixa do Rio de Janeiro que confirma o esgotamento dos empregados. O levantamento mostra que 68% dos profissionais relataram ansiedade, depressão, angústia e pânico. 46% relacionaram estes sintomas à Covid-19. 37% dos profissionais consultados declararam problemas de saúde mental. Destes, 98% atribuem o adoecimento ao trabalho na Caixa. Cerca de 73,9% dos pesquisados que atuam nas agências responderam que, durante a pandemia, trabalharam mais do que a jornada contratual.

É importante lembrar que a Caixa não divulga o número oficial de contaminações e mortes entre os trabalhadores do banco, apesar da cobrança das entidades sindicais e associativas. “Se era difícil para quem ficava horas esperando [nas filas], lá dentro os funcionários também sentiram, e muito, os efeitos da carga extra de trabalho”, informou o jornal. O volume de trabalho provocou o afastamento de muitos trabalhadores do serviço presencial, mas a direção do banco não repôs os funcionários, aumentando a jornada de quem ficou nas agências. O jornal mostrou depoimentos de empregados relatando que as cobranças por metas e resultados continuaram, mesmo diante do trabalho extenuante durante a pandemia.

A coordenadora da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) e secretária da Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Fabiana Uehara Proscholdt, informou que a pesquisa foi entregue na mesa de negociação com a empresa, realizada na terça-feira (16). “A pesquisa foi realizada entre os gestores do Rio de Janeiro, mas reflete o que está sendo vivenciado por todos os empregados da Caixa no país inteiro. Com a retomada do auxílio emergencial, a situação volta a piorar”, avaliou Fabiana. “Por isso temos debatido com o banco a necessidade de ampliação dos protocolos de segurança para proteger a saúde dos empregados e da população contra o coronavírus, mais contratações para melhorar as condições de trabalho e, claro, que o foco dos colegas que estão nas agências seja o atendimento e não cobrança de metas”, ressaltou.

Durante a entrevista ao jornal, o presidente da Agecef (Associação de Gestores da Caixa) no Rio de Janeiro e integrante da CEE/Caixa, Rogério Campanate, falou sobre o déficit de empregados do banco. “Nos últimos 5 anos, a gente teve uma baixa de quase 20 mil vagas. Foram sucessivos planos de demissão voluntária que a empresa não fez reposição. Já fomos mais de 100 mil empregados e agora somos pouco mais de 80 mil”, disse Campanate.

Clique no link para assistir à reportagem: https://globoplay.globo.com/v/9357277/

Fonte: Contraf-CUT