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CEE reforça posicionamento contra venda de parte das Loterias

CEE reforça posicionamento contra venda de parte das Loterias

18 de abril de 2018

Integrantes da CEE vai cobrar da direção da Caixa, em reunião agendada para o dia 24/04, em Brasília, a manutenção da área de Loterias, que poderá ter parte dos serviços privatizados

Na próxima terça-feira (24/04), a CEE (Comissão Executiva dos Empregados), que representa a Contraf-CUT, vai se reunir com a direção Da Caixa Econômica Federal, em Brasília (DF). Na pauta da mesa de negociação permanente, assuntos como a falta de pessoal - agravada pelo PDE (Programa de Desligamento do Empregado), verticalização, descomissionamentos arbitrários, piora no atendimento do Saúde Caixa e a defesa da Caixa 100% pública.

Sobre esse último tema, os representantes dos trabalhadores vão reforçar posicionamento contrário à venda de parte das Loterias. Segundo os dados mais recentes, elas arrecadaram R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 19,2% a mais que no mesmo período de 2017 (R$ 2,7 bilhões). De acordo com o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Valter Nunes, essa foi “a melhor performance nos últimos cinco anos”.

Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae, frisa que não há motivos para abrir o capital das Loterias. “Somente em 2017, foram arrecadados R$ 13,9 bilhões, dos quais R$ 5,2 bilhões foram transferidos para programas sociais. Ou seja, quase 40% do total beneficiaram as áreas de seguridade, educação, esporte, cultura, segurança pública e saúde. Isso só é possível porque as Loterias e a própria Caixa são 100% públicas”, explica.

Entre os programas que recebem recursos das Loterias Caixa, destacam-se o FIES (Programa de Financiamento Estudantil), FNC (Fundo Nacional de Cultura), FUPEN (Fundo Penitenciário Nacional) e FNS (Fundo Nacional de Saúde). Na área do esporte nacional, os repasses são feitos para o Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro, Comitê Paraolímpico Brasileiro, clube de futebol e Confederação Brasileira de Clubes.

“O discurso de que a Caixa não tem capacidade técnica para gerenciar o patrimônio do povo, o mesmo que usam quando o assunto é o FGTS, não convence os brasileiros, muito menos os empregados do banco. Por isso, a categoria e as entidades representativas sempre lutarão em defesa da Caixa 100% pública. Não podemos permitir nenhum retrocesso na atuação e no tamanho do banco”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Fonte: Fenae