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Bancários querem mais segurança nos bancos

Bancários querem mais segurança nos bancos

17 de dezembro de 2021

Transformação de agências em unidades de negócios, sem portas de segurança, nem vigilantes, será o principal ponto na pauta da reunião de negociações que será realizada na segunda-feira (20/12), entre a Contraf-CUT e a Fenaban

O Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) estará reunido com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na próxima segunda-feira (20/12) para negociar a segurança nas chamadas “unidades de negócios”, que são agências bancárias sem atendimento de caixa.

“Precisamos debater com os bancos sobre a transformação de agências bancárias em ‘unidades de negócio’, sem portas para detecção de metais e nem vigilantes, em contrariedade ao que determina os normativos de segurança bancária”, explicou o coordenador do coletivo, Elias Jordão.

Segundo Elias, os bancos alegam não haver riscos para seus funcionários e clientes por não haver circulação de numerários nas “unidades de negócios”. “Sabemos que isso não é verdade. Muitas unidades de negócios possuem caixas eletrônicos e, consequentemente, há circulação de dinheiro. E, apesar de os bancos negarem, existem denúncias de que os valores são manipulados pelos bancários e levantamos dados que apontam, inclusive, o aumento de mortes nos ataques a bancos”, ressaltou.

Elias disse ainda haver relatos de agressões contra funcionários cometidas por clientes que não entendem se tratar de um novo modelo unidade bancária e queriam ser atendidos como se ali fosse uma agência normal. “Casos como o deste relato também colocam em risco funcionários e clientes”, observou o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária.

Fonte: Contraf-CUT