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Entidades buscam apoio ao PDC 956 para sustar efeitos da CGPAR 23

Entidades buscam apoio ao PDC 956 para sustar efeitos da CGPAR 23

17 de novembro de 2020

Entidades estão mobilizadas em busca de apoio à aprovação do PDC 956/18, que susta os efeitos da CGPAR 23, colocando em risco os planos de saúde de autogestão dos funcionários das empresas públicas

Se você ainda não assinou o abaixo-assinado pela aprovação do PDC (Projeto de Decreto Legislativo) 956/18, de autoria da deputada Erika Kokay (PT-DF), que susta os efeitos da CGPAR 23, ainda dá tempo. Para assinar a petição online, clique aqui.

Segundo os organizadores da mobilização, a intenção é atingir 50 mil assinaturas para o documento que será encaminhado aos deputados federais. Divulgue em suas redes e fortaleça a luta contra o desmonte dos planos de saúde de autogestão.

A iniciativa visa pressionar o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), a pautar a votação dessa matéria. O PDC de Erika Kokay já venceu importantes etapas. Foi aprovado em duas das mais importantes etapas de discussões na Câmara, a CTASP (Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público) e CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania). Falta, agora, ser votado em plenário para concluir o seu ciclo de tramitação.

O PDC 956/18 propõe a sustação dos efeitos da resolução 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração da Participações Societárias da União) por considerá-la inconstitucional e ferir diversos dispositivos legais nas esferas da saúde suplementar e trabalhista.

A resolução impõe séria restrições à destinação de recursos das empresas com a assistência à saúde dos empregados e que algumas empresas já começam a implantar, transferindo, em pouco tempo, todos os custos de tratamentos de saúde aos titulares.

O objetivo desse dispositivo é abrir para as operadoras privadas um novo nicho de mercado, representado pelos milhares de empregados e seus dependentes, como forma de reequilibrar as finanças das empresas que exploram comercialmente os serviços de saúde coletiva, visando a obtenção do lucro. Caso esse modelo seja adotado, a Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e Autogestão em Saúde) alerta que nem todos os atuais participantes terão condições de migrar para planos de saúde privados.

O abaixo-assinado é fruto da articulação de entidades representativas de participantes de planos de autogestão, entre elas a Anapar, a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), e a FUP (Federação Única dos Petroleiros).

“Para fazer chegar este abaixo-assinado a todos os deputados federais, o apoio de todos é de suma importância. É momento de mostrar a força e unidade dos trabalhadores, da população e de setores da sociedade na resistência contra retrocessos”, destaca o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Fonte: Fenae