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Trabalhadores se reúnem com VP de Habitação da Caixa

Trabalhadores se reúnem com VP de Habitação da Caixa

17 de janeiro de 2024

Representantes dos empregados da Caixa se reuniram na terça-feira (16/01) com diretores do banco para debater habitação popular e outros assuntos de interesse dos trabalhadores.

A representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal se reuniu, na terça-feira (16/01), com a vice-presidenta de Habitação do banco, Inês da Silva Magalhães, para discutir sobre a atuação da instituição na promoção do acesso à moradia e de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento do país. Debate sobre o Saúde Caixa, a Funcef (Fundação dos Economiários Federais) e a resolução 42 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União) se estendeu também com a consultora da Presidência da Caixa. Habitação O balanço de 2023 da Caixa ainda não foi divulgado, mas os dados até setembro apontam que o banco respondia, naquele momento, por 68,8% da carteira de crédito imobiliário no país, com um volume de R$ 136,9 bilhões. “A Caixa é líder de mercado no crédito habitacional, com atuação focada na população de baixa renda. A política de crédito da Caixa para este segmento é fundamental não apenas para a redução do déficit, mas para a revisão da política habitacional do país, uma vez que é sabido que existem moradias vazias que permitiriam abrigar o dobro de famílias que estão sem casa em todo o Brasil”, observou a coordenadora da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. O Censo Demográfico Brasileiro aponta que existem 11,4 milhões de domicílios vagos, quase o dobro da falta de moradias do país. “Por isso é tão importante discutirmos a política de crédito habitacional da Caixa, de modo que ela foque em quem realmente o busque para alcançar o objetivo da casa própria, e não para servir como especulação imobiliária e manutenção da desigualdade social”, disse o diretor da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Rafael de Castro. “Assim como a Caixa, as empregadas e empregados do banco se preocupam com o desenvolvimento do país e com a redução das desigualdades sociais e econômicas entre os brasileiros. Queremos um país mais justo e solidário”, disse o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), Sergio Takemoto. Além da vice-presidenta de Habitação, os superintendentes Nacional, Rodrigo Eduardo de Mello e de Operações Imobiliárias, Marlon Machado, também participaram da reunião. Outros temas Após o encontro, os representantes dos empregados estenderam o diálogo com a consultora da Presidência da Caixa, Salete Cavalcanti, e externaram as preocupações dos trabalhadores sobre o Saúde Caixa (o plano de saúde das empregadas e empregados da Caixa), a Funcef e a CGPAR 42. “Acabamos de aprovar um Aditivo ao nosso ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) sobre o Saúde Caixa, mas nossa preocupação com o teto de gasto do banco com a saúde dos trabalhadores (6,5% da folha de pagamentos) continua”, observou a coordenadora da CEE. “Precisamos revogar a CGPAR 42, que interfere na livre negociação entre empregados e as empresas públicas, e promover a remoção do teto de 6,5% que está estabelecido no estatuto da Caixa”, completou. “Revogando esta resolução e acabando com o teto, vamos conseguir estabelecer negociações mais favoráveis às empregadas e empregados, tanto no que diz respeito ao Saúde Caixa, quando em relação à Funcef”, explicou o presidente da Fenae. Leia também: Fenae e CEE/Caixa se reúnem com VP de Habitação Fonte: Contraf-CUT