Paraguai sedia XIII Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais
16 de agosto de 2017
Evento organizado pela UNI Global Finanças em Assunção, no Paraguai, discute as demandas dos bancos internacionais para definir ações conjuntas dos países
Foi aberta ontem (15/08), em Assunção, no Paraguai, a XIII Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, com uma análise das lideranças presentes a respeito da conjuntura global.
O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, enalteceu o primeiro dia de trabalho do evento, que visa apresentar o quadro geral de cada um dos bancos nos respectivos países onde estes atuam e suas políticas de relacionamento com os trabalhadores. “Tivemos ótimas palestras hoje que deu para ter a real noção do movimento globalizado que os bancos impõem aos trabalhadores de retirada de direitos e poderes. Fica claro que os banqueiros cansaram de ser só financiadores do capitalismo e querem também participar ativamente do poder político das nações. Por isso, é fundamental que as ações dos trabalhadores sejam organizadas internacionalmente.”
Victor Baez, secretário-geral da CSA (Confederação Sindical das Américas), fez uma abordagem da situação política e econômica da América e apresentou dados demonstrando o crescimento da desigualdade no Continente com o avanço do projeto neoliberal na América Latina após a derrocada dos governos militares na região. Ele lembrou o crescimento dos movimentos de esquerda que, entre seus êxitos, computam a derrota do projeto americano de constituição da ALCA, mas que atualmente sofrem um grande movimento de tomada do poder por conservadores, quer por eleições democráticas, quer por golpes institucionais como, o ocorrido no Brasil.
Ângelo di Cristo, chefe do setor de Finanças da UNI Global Union, explanou sobre o movimento sindical mundial no setor de Finanças e a luta destes sindicatos contra a grande concentração financeira que se encontra nas mãos de alguns poucos bancos multinacionais, que impõem pesado julgo aos governos de países em desenvolvimento e do Sul europeu.
Rita Berlofa, presidenta da UNI Finanças Global, apresentou o painel sobre o futuro do mundo do trabalho e os perigos que ameaçam os empregos e as condições de vida dos trabalhadores, quer pelas inovações tecnológicas que se apresentam de forma acelerada, quer pela imposição do grande capital sobre a diminuição ou mesmo eliminação de empregos para baratear a produção aumentando a produtividade. “Neste momento de ataque à democracia na nossa região e ataque aos direitos dos trabalhadores, somente a unidade do movimento sindical internacional nos permitirá fazer frente a esses ataques. Fortalecer a solidariedade entre trabalhadores e sindicatos, nos organizar junto aos demais movimentos sociais e não nos contentarmos em resistir, mas sim, atuar de forma firme para impedir o retrocesso social que quer nos impor o capital”, afirmou.
"Importante ressaltar que os expositores foram unânimes em afirmar que a saída para os trabalhadores passa pela unidade das entidades sindicais", disse Mario Raia, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT.
A programação continua nesta quarta-feira (15) com as reuniões das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais: BBVA, Itaú, Santander, HSBC, Scotiabank e Banco do Brasil.
Fonte: Contraf-CUT