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Dirigentes sindicais do Paraná buscam apoio do deputado André Vargas

Dirigentes sindicais do Paraná buscam apoio do deputado André Vargas

16 de agosto de 2013

Dirigentes sindicais do Paraná presentes em Brasília no início desta semana, durante a mobilização convocada pela CUT e demais Centrais Sindicais, conversaram com o deputado André Vargas (PT-PR) a res

 Dirigentes sindicais do Paraná presentes em Brasília no início desta semana, durante a mobilização convocada pela CUT e demais Centrais Sindicais, conversaram com o deputado André Vargas (PT-PR) a respeito dos riscos que o PL (Projeto de Lei) 4330 representa para a Classe Trabalhadora. André Vargas é primeiro-vice-presidente da Câmara.

A pressão organizada pelas Centrais nos dias 13 e 14/08 consegui adiar a votação do PL 4330 na CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), da Câmara Federal, que foi transferida para o dia 3 de setembro. O projeto está sendo debatido pela comissão quatripartite, formada por representantes do Governo Federal, dos parlamentares, dos trabalhadores e dos empresários.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otavio Dias, a aprovação do projeto não atende às expectativas dos trabalhadores do país. “Entendemos que o projeto irá legalizar a terceirização no país, precarizando os trabalhos e os trabalhadores, é uma questão de representatividade”, argumenta. Para ele, é preciso ampliar o debate. “Precisamos de mais tempo para o debate e que o Congresso Nacional atenda também as reivindicações das entidades trabalhistas e Sindicatos”.

 O presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Paulo Luiz Schmidt, também esteve no gabinete do deputado André Vargas e se mostrou preocupado com a aprovação integral da proposta. “Enxergamos um futuro muito preocupante para o Brasil como nação em ser aprovado esse projeto”, disse. 

“Achamos que o Projeto de Lei tem muitos problemas e deveria ser aberto o debate público com a sociedade, tendo em vista que os atores principais, governo e empresários estão com uma posição muito radical em favor da tese que sustentam o interesse econômico”, esclareceu.

 Regulamentação do trabalho terceirizado

Segundo o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias, há quatro pontos principais de divergência entre patrões e empregados. O primeiro é se a terceirização deve valer para todas as atividades da empresa ou se só para trabalhos secundários, as chamadas atividades-meio. O segundo ponto é definir se a responsabilidade da empresa contratante em relação às obrigações trabalhistas deve ser solidária ou subsidiária. Também não há acordo sobre a garantia dos direitos trabalhistas e a terceirização no serviço público.

Fonte: assessoria do deputado André Vargas