PCDs apresentam demandas serem negociadas com a Caixa
14 de fevereiro de 2023
Com a participação de mais de 200 pessoas, a Contraf-CUT realizou no dia 9/02 uma plenária nacional com PCDs (pessoas com deficiência) de diversos estados para levantar propostas específicas a serem negociadas com o banco.
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) realizou, na noite da última quinta-feira (9/02), uma plenária nacional com as empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal para tratar dos principais aspectos funcionais e de carreira dos trabalhadores com deficiência. No total, 272 pessoas participaram dos debates.
“Após inúmeras ações da Contraf-CUT e da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e de uma Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público, a Caixa contratou PCDs (pessoas com deficiência) para que o banco, pelo menos, cumpra a cota mínima de PCDs no seu quadro de empregados”, explicou a coordenadora da CEE (Comissão de Executiva dos Empregados) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “Realizamos esta plenária para apresentar, aos colegas PCDs, as reivindicações específicas que já foram apresentadas à Caixa e para que possamos, através do debate, aprimorar a pauta para que todos estejam contemplados”, completou.
“As mudanças e melhorias que queremos somente acontecem se levantarmos as demandas para apresentá-las ao banco para negociação. Por isso, foi muito importante este debate”, afirmou o secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jordão.
Reivindicações
As demandas específicas das PCDs já apresentadas ao banco estão no artigo 36 da minuta de reivindicações aprovada no 38º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa) e após a apresentação das mesmas foi aberta a palavra aos participantes para que os mesmos apresentassem novas demandas que serão levadas ao banco na próxima reunião do Grupo de Trabalho de Condições de Trabalho.
“Vamos retomar as reuniões de negociações com o banco, e um dos assuntos que queremos levar no primeiro debate são as demandas das PCDs”, informou a coordenadora da CEE, ao acrescentar que solicitará novamente à Caixa o quantitativo de PCDs no quadro de trabalho da instituição, seu respectivo percentual no total de empregados e quais funções ocupam. “O banco não só tem que cumprir a cota e promover a inclusão, mas também garantir as condições de trabalho e desenvolvimento profissional às PCDs”, disse.
A próxima reunião do GT de Condições de Trabalho ainda não tem data definida. Assim que for agendada a Contraf-CUT informará à categoria. Veja, a seguir, a Minuta Reivindicações dos empregados da Caixa.