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Trabalhadores da educação no Paraná entram em greve contra ataques aos direitos

Trabalhadores da educação no Paraná entram em greve contra ataques aos direitos

13 de dezembro de 2021

Seguindo a receita de Beto Richa, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, encerra o ano com o envio de um PLC à Assembleia Legislativa prevendo retrocessos nas carreiras dos trabalhadores da Educação. Categoria deflagra greve a partir desta segunda-feira (13/12) em defesa dos direitos

Professores, professoras e funcionários de escolas da Rede Pública de Educação do Paraná iniciaram, nesta segunda-feira (13/12), uma greve contra os ataques do governador Ratinho Júnior (PSD) aos direitos da categoria.

O governador encaminhou a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná o PLC (Projeto de Lei Complementar) 12/2021 que prevê uma série de retrocessos, entre eles, a eliminação das diferenças percentuais entre níveis e classes, o que consequentemente, desmonta toda a carreira existente, que foi conquistada pela categoria.

Além disso, o PLC propõe uma redução considerada brutal no adicional noturno dos educadores e o congelamento do auxílio-transporte. Tem mais maldades: parcela da categoria ficará sem melhorias nos vencimentos, como é o caso dos aposentados e dos funcionários das escolas.

A decisão pela paralisação foi tomada durante assembleia estadual realizada no último dia 8 de dezembro, quando a categoria iniciou uma vigília na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do poder executivo paranaense.

A presidenta da APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), Walkiria Mazeto, justifica a paralisação da categoria no último mês do ano, a duas semanas das festas de Natal, como essencial para a carreira dos educadores do Paraná.

“Nós precisamos juntar forças e fazer essa luta, mesmo com as dificuldades do final de ano. É pela nossa carreira e pelo nosso futuro. Eles contam com o nosso cansaço. Nós contamos com cada um de vocês”, afirmou Walkiria se referindo aos professores, professoras, funcionários e funcionárias da ativa e aposentados da rede pública do Estado que a APP representa.

E a categoria mostrou a disposição para a luta que sempre teve já na manhã desta segunda-feira, quando fez uma mobilização, que teve início com uma marcha saindo da Praça 19 de dezembro até o local onde está a vigília.

As mobilizações, afirmaram as sindicalistas, são para pressionar os deputados estaduais pela aprovação do reajuste de 6,39% de data-base e alterações no PLC, que para os trabalhadores e trabalhadoras são cruciais para salvar a carreira dos educadores e educadoras e preservar direitos da categoria.

A luta é fundamental para desmascarar o governador que apresenta um projeto para atacar direitos enquanto faz propaganda dizendo que a ideia é melhorar a situação da categoria, critica o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller.

“O governador Ratinho Júnior, novamente, demonstra sua total insensibilidade com trabalhadores e trabalhadoras do serviço público. Pior: pretende destruir a carreira da categoria enquanto faz propaganda alardeando que, pelo contrário, está buscando melhorá-la”, disse Kieller.

“Não podemos aceitar passivamente, pois além do futuro dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, estamos também falando do futuro dos filhos e filhas da Classe Trabalhadora, que dependem da escola pública para um desenvolvimento intelectual e social apropriado”, destacou o presidente da CUT Paraná.

Tramitação do PLC

A sessão da Assembleia Legislativa que analisará o PLC deve acontecer entre esta terça (14) e quarta-feira (15). Até lá a categoria seguirá em greve, realizando atividades em todo o Paraná a partir dos núcleos sindicais da APP-Sindicato no interior e também com a vigília no Centro Cívico, bairro da capital paranaense onde estão localizados os três poderes do Estado.

Fonte: CUT Paraná