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COE e GT de Saúde do Itaú reprovam proposta de desligamento de bancários com estabilidade provisória

COE e GT de Saúde do Itaú reprovam proposta de desligamento de bancários com estabilidade provisória

13 de setembro de 2024

COE alertar que aceitar sair do banco nestas condições significa abrir mão de direitos relacionados à saúde

O Itaú tem buscado fazer acordos com funcionários afastados por motivos de saúde ou com estabilidades provisórias garantidas por lei para que deixem a empresa. Muitos desses bancários e bancárias estão atualmente afastados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e o banco tem oferecido uma indenização em troca da desistência do afastamento e da estabilidade.

Além disso, a indenização proposta pelo Itaú inclui o plano de saúde, no qual o banco pretende oferecer valores em dinheiro ao invés de continuar custeando o benefício. Essa oferta, no entanto, implica na quitação plena de todos os direitos relacionados à saúde dos trabalhadores.

O movimento sindical manifestou seu desacordo com essa decisão unilateral do banco, considerando-a uma prática que retira direitos dos trabalhadores e dá plena quitação ao contrato de trabalho, impedindo futuras ações judiciais. O Itaú, por sua vez, alega que a decisão de aderir ou não ao acordo cabe aos bancários e que possui respaldo na nova legislação trabalhista.

Diante desta situação, orientamos todos os bancários que receberam essa proposta a procurar seus Sindicatos para esclarecimentos, especialmente através dos Departamentos de Saúde e Jurídico. É importante ressaltar que, após a reforma trabalhista, as homologações de rescisões de contrato não são mais realizadas nos Sindicatos, o que torna ainda mais fundamental buscar orientação sindical antes de tomar qualquer decisão.

Fonte: Contraf-CUT