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Nesta quinta (13) tem negociação sobre igualdade de oportunidades com Fenaban

Nesta quinta (13) tem negociação sobre igualdade de oportunidades com Fenaban

13 de agosto de 2020

Integrantes do Comando Nacional dos Bancários se reúnem nesta quinta-feira (13/08), a partir das 11h00, para negociar as reivindicações da Campanha 2020 relacionadas ao tema Igualdade de Oportunidades

Nesta quinta-feira (13/08), o Comando Nacional d@s Bancári@s e representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se reúnem em mais uma nova rodada de negociação da Campanha Nacional 2020, que vai abordar o tema a Igualdade de Oportunidades. A reunião começa às 11h e será precedida por um tuitaço, às 10h.  Vamos todos tuitar juntos #NaLutaPorIgualdade.

Todos sabem que o Brasil é um País desigual e o mesmo acontece em nossa categoria. @s bancári@s têm importantes lutas por igualdade e cabe destacar que a categoria já realizou três edições do Censo da Diversidade, em 2009, 2014 e 2019. Esses Censos mostraram a desigualdade nos bancos. Entre os grupos mais marginalizados estão mulheres, negros, homossexuais e PCDs (pessoas com deficiência). Por isso, nesta negociação @s bancári@s vão defender o fim da discriminação e a igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho.

As desigualdades estão presentes na categoria. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas) mostram que as mulheres representavam 48,8% da categoria bancária em 2018. No mesmo ano, a renda média das mulheres bancárias era 21,75% menor do que a dos colegas homens. No Censo da Diversidade de 2019, 68,8% da categoria eram brancos, 24,3% pardos, 28,2% negros e 2,8% amarelos. No Censo da Diversidade de 2014, os negros tinham remuneração média de 87,3% em relação à dos brancos. Apesar de serem maioria entre a população brasileira, os negros representam apenas 4,8% nos cargos de diretoria das instituições bancárias.

Preconceito

Pressões motivadas pelo preconceito estão presentes na categoria. A própria Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) tem pesquisas que mostram que a comunidade brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros, quer, intersexo e assexuais (LGBTQIA+) representa quase 9% da população brasileira. Mesmo assim, 61% dos profissionais LGBTQIA+ não assumem sua orientação sexual ou a identidade de gênero. Os outros 49% restantes não a escondem, mas não falam abertamente do assunto no ambiente de trabalho para se integrar entre os colegas.

Conquistas

Este ano, já conseguimos algumas conquistas. Em março, o Comando Nacional d@s Bancári@s assinou com a Fenaban um aditivo à CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria para a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias, que também garante o apoio àquelas que forem vítimas.

Pesquisas apontam que, no Brasil, mulheres vítimas de violência costumam se ausentar do trabalho, em média, por 18 dias.

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Fonte: Contraf-CUT