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Sindicato de Londrina consegue reintegração de bancária grávida demitida no Losango

Sindicato de Londrina consegue reintegração de bancária grávida demitida no Losango

10 de agosto de 2021

Ação do Sindicato de Londrina assegurou a reintegração de uma bancária grávida que havia sido demitida pelo Banco Losango. Juiz considerou atitude do banco cruel e reconheceu as provas que garantem a estabilidade da trabalhadora

O Sindicato de Londrina conseguiu, por meio de ação apresentada à Justiça do Trabalho pela assessoria jurídica, reintegrar uma bancária do Banco Losango que foi demitida mesmo estando grávida.

O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Londrina, Reginaldo Melhado, reconheceu as provas de que a bancária comprovou estar grávida no momento da rescisão contratual, tendo o direito a reintegração imediata.

Na sentença, o magistrado ressalta a importância de se proteger o trabalho da mulher grávida: "Rejeitada pelo mercado de trabalho, a mulher, quando grávida, é duplamente discriminada. A crueldade dessa práxis social beira as raias da perversidade e da barbárie, pois a gestante, mais do que qualquer outro trabalhador, depende do emprego para subsistência material e intelectual dela própria e da criança, está na fase mais importante e decisiva de sua existência. A discriminação da mulher ofende os princípios da dignidade humana e da cidadania, consagrados no art. 1º da Constituição. Além disso, a garantia de emprego à mulher grávida coincide com o propósito declarado no documento constitucional, de construção de uma sociedade solidária, baseada na promoção do bem de todos, sem discriminação ou preconceito de sexo (art. 2º)."

Para o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato de Londrina, Leonardo Rentz, a reintegração da bancária grávida demonstra, sem sombra de dúvidas, de que os bancos não estão acima da lei. “O direito à estabilidade no emprego à mulher grávida está previsto na Constituição Federal e na legislação trabalhista, mesmo assim os bancos agem ao arrepio das leis, que neste caso afligem não só o futuro da mãe, mas também o nascimento seguro de seu filho”, critica, Leonardo.

Por Armando Duarte Jr.