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Direção da Caixa invalida carreiras com nova reestruturação interna

Direção da Caixa invalida carreiras com nova reestruturação interna

10 de fevereiro de 2020

Direção da Caixa implementa reestruturação às vésperas da negociação com a CEE, sem ter feito qualquer negociação com as representações dos empregados e com prazos já esgotados para empregados fazerem opção em relação às oportunidades que sobram na carreira

A direção da Caixa Econômica Federal ignora o processo negocial com o movimento sindical e, além de anunciar seu projeto de reestruturação, limita prazos de inscrição para os empregados e empregadas antes da data agendada pelo banco para tratar do assunto.

Nesta segunda-feira (10/02), dois dias antes da rodada de negociação específica com a CEE (Comissão Executiva dos Empregados), o banco divulgou uma apresentação com as alterações e os prazos, que, no caso do regional, era até esta segunda-feira (10/02), é às 20h00.

A reunião de quarta-feira (12) com a CEE foi agendada pela própria direção do banco público, em resposta aos ofícios enviados pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) cobrando explicações e cumprimento da cláusula 48 do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) sobre o processo de reestruturação, que exige prévia negociação.

“A Caixa marcou uma reunião conosco para quarta-feira, mas hoje solta essa apresentação na qual dá um prazo que os empregados interessados em mudanças na nova rede de varejo se manifestar entre hoje e amanhã? É um completo desrespeito com os empregados e empregadas”, criticou Dionísio Reis, coordenador da CEE.

A reestruturação é um processo de descomissionamento sumário, com novos processos seletivos e novos critérios, os empregados chamam de Revalida, que excluem quem está de Licença-maternidade, licença-médica ou de férias. Exclui também quem esteve de licença e não participou dos ciclos da GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas) nos últimos períodos. Segundo a apresentação do banco, será uma dança das cadeiras que os cargos superiores terão prioridade. Nesse processo, a Caixa rebaixa os trabalhadores sem garantir lisura em nenhum processo e discriminando milhares de trabalhadores.

Estabilidade remuneratória

Bom lembrar que os empregados têm um direito que vem da constituição e que para os empregados foi firmado no normativo RH 151 que a direção do banco tentou revogar no dia 9 de novembro de 2017, véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista. Mas ação da Contraf-CUT garantiu a manutenção por liminar do RH e do direito a incorporação de função para os trabalhadores que desempenharam por 10 anos, essa ação aguarda sentença e discute a incorporação da norma mais benéfica ao contrato de trabalho dos empregados.

Dia 13, vista preto para defender a Caixa e seus direitos

Na próxima quinta-feira (13/02), os empregados e empregados da Caixa deverão participar das atividades convocadas pelos Sindicato para o Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação.

“É fundamental que o maior número de empregados e empregadas participem dessas mobilizações para debater o processo e encontrar formas de barrar essas mudanças que certamente estão impactando negativamente na vida de todos afetados por mais uma reestruturação do banco. Está claro que a direção não respeita os empregados. Só unidos vamos mostrar nossa força”, convocou Dionísio Reis, coordenador da CEE/ Caixa.

 #ACaixaÉtodaSua

Fonte: Contraf-CUT