Geral

Diretoria lança CI 293 para punir empregados com cargos técnicos

Diretoria lança CI 293 para punir empregados com cargos técnicos

10 de janeiro de 2014

Caixa lança normativo interno em meio às festas do final de ano para retaliar empregados de cargos técnicos que possuem ações trabalhistas

A Caixa Econômica Federal voltou a aplicar arbitrariamente, através da CI Supes/Geret 293 (2006), divulgada no dia 30 de dezembro do ano passado, de maneira sorrateira e no período das festas de fim de ano, ataques aos empregados da carreira técnica que possuem reclamação trabalhista. A principal mudança é na jornada de trabalho de oito para seis horas, com redução salarial.

A medida atinge cerca de 250 empregados de cargos técnicos com jornada de oito horas. A reedição da normativa é contestada por Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE (Comissão Executiva dos Empregados), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco. "Trata-se de uma represália àqueles trabalhadores que buscaram garantir seus direitos na Justiça", aponta.

Jair, que é também vice-presidente da Fenae, esclarece que a CI determina exclusivamente a alteração compulsória da jornada de trabalho e da gratificação dos empregados com cargos em comissão técnica ou de assessoramento de oito horas, que ajuizaram ação - individual ou conjunta por meio de entidades sindicais -, questionando a jornada além da sexta hora diária.

A medida da Caixa é classificada de inaceitável pelo representante nacional dos trabalhadores. Isto porque, entre outros motivos, o banco utilizou a questão judicial como álibi para colocar os empregados contra as entidades sindicais e associativas.

Diante disso, o movimento nacional dos empregados irá exigir da direção da empresa a imediata revogação da normativa, mas de antemão, conforme recentes contatos mantidos pela CEE/Caixa, o banco informou que não pretende revogá-la, por ser uma decisão de seu Conselho Diretor.

Jair diz que apoia a iniciativa da Apcef/SP de participar de audiência que será realizada nesta sexta-feira (10/01), às 14h00, no Ministério Público do Trabalho de São Paulo, com a finalidade de expor e denunciar o autoritarismo da Caixa de punir empregados da carreira técnica com jornada de oito horas.

Fonte: Contraf-CUT/Fenae