Geral

Denuncia das Centrais inclui Brasil na lista de violações da OIT

Denuncia das Centrais inclui Brasil na lista de violações da OIT

09 de junho de 2017

As Centrais Sindicais divulgaram Nota de Esclarecimento a respeito da denúncia apresentada à OIT sobre violações de direitos trabalhista, para rebater falsas informações que saíram na grande imprensa

Para bem informar a Classe Trabalhadora e a população do País, as Centrais Sindicais divulgaram Nota de Esclarecimento a respeito da denúncia apresentada à OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as violações pelo governo brasileiro de direitos trabalhistas por meio da PEC (Proposta de Emenda Composicional) 38/2017, que altera uma centena de artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Aliada ao governo de Michel Temer (PMDB) e aos grandes grupos capitalistas que apoiam essa reforma, a grande imprensa divulgou que o Brasil não foi incluído na lista das violações de direitos trabalhistas da OIT.

Leia a Nota das Centrais para entender melhor como as denúncias estão tramitando:

O Brasil é denunciado na OIT

As Centrais Sindicais brasileiras CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores) e NSCT (Nova Central Sindical de Trabalhadores) presentes na 106ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho) vêm a público esclarecer sobre a inclusão do Brasil na lista de casos de países que violam normas internacionais do trabalho. 

Este ano o Brasil consta da “lista longa” de 40 casos por violar a Convenção 98 da OIT que trata sobre o direito de sindicalização e de negociação coletiva. Porém o caso brasileiro não foi incluído na chamada “lista curta” dos 24 casos a serem analisados na Comissão de Aplicação de Normas da OIT nesta Conferência. 

A denúncia que as Centrais brasileiras fizeram ecoou na Comissão de Aplicação de Normas da OIT, tendo amplo apoio de organizações de trabalhadores de diversos países. Além disso, o caso não será arquivado, como falsamente foi divulgado pela imprensa. Pelo contrário, ele será retomado em qualquer um dos órgãos de controle da OIT e caso o projeto de lei de reforma trabalhista seja aprovado, se consolidará como nova denúncia na próxima Conferência da OIT em 2018. 

A OIT é uma organização tripartite e a inclusão na lista de casos a serem analisados é feita sempre por consenso entre as representações de todo o mundo. A posição defendida pelo setor patronal e o governo brasileiro em conjunto com o capital internacional para que o Brasil não entrasse na lista de casos da OIT deste ano comprova  a estratégia de desregulação e precarização das relações de trabalho no Brasil e no mundo, estratégia que tem sido constantemente denunciada pelas centrais brasileiras e confederações sindicais internacionais.

Diferentemente do que disse o relator da proposta de reforma trabalhista, deputado federal Rogerio Marinho (PSDB), em Genebra, Suíça e divulgado pela imprensa brasileira, a OIT, por meio da Comissão de Peritos e do seu Departamento de Normas declarou que a proposta de reforma trabalhista infringe, sim, as Convenções 98, 151 e 154, ao prever que negociações entre patrões e empregados se sobreponham a lei. 

Vale destacar que frente ao grave cenário de ataques a direitos sociais, trabalhistas e sindicais, as centrais brasileiras convocaram um ato público e unitário para o dia 12 de junho, às 18 horas, em frente à Organização das Nações Unidas – ONU na Place des Nations em Genebra, Suíça, ainda no marco da Conferencia Internacional do Trabalho da OIT. O ato denunciará os ataques aos direitos da classe trabalhadora, a organização sindical e a crescente violência promovida pelo Estado brasileiro.

Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil
Força Sindical
União Geral dos Trabalhadores – UGT
Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST