Geral

Greve mostra força da categoria com paralisação de 10.369 locais de trabalho

Greve mostra força da categoria com paralisação de 10.369 locais de trabalho

08 de outubro de 2015

Neste terceiro dia de paralisações, a greve que ganhou volume nos 26 Estados do país e no Distrito Federal, paralisando as atividades em 10.369 locais de trabalho entre agências e Centros Administrati

Com total descaso dos bancos e sem uma proposta decente, que contemple reposição da inflação e aumento real, a greve dos bancários em todo o Brasil ganha grande dimensão. Neste terceiro dia de paralisações, a greve que ganhou volume nos 26 Estados do país e no Distrito Federal, paralisando as atividades em 10.369 locais de trabalho entre agências e Centros Administrativos. 

Com um aumento de 1.606 agências fechadas, a categoria mostra seu descontentamento com a atitude dos bancos de oferecer um índice de reajuste que não corresponde com a realidade do setor e ainda impõe perdas de 4% na remuneração de bancários e bancárias.

Intimidação

Não bastasse isso, nestes três dias de greve surgiram casos de desrespeito dos bancos com seus funcionários, em atitudes antissindicais e deprimentes. A capa da Folha Bancária, jornal do Sindicato de São Paulo, estampa na edição desta quinta-feira (8/10) o contingenciamento no Centro Administrativo Tatuapé, com bancários forçados a chegar de madrugada e dormir no local de trabalho.

O caso ilustra o que ocorre em diversas instituições financeiras de acordo com denúncias que chegam diariamente aos Sindicatos de todo o país. Tanta intimidação não freia o movimento grevista da categoria, pelo contrário, só fortalece.

Nenhuma sinalização

Até o momento a Fenaban não se dispôs a apresentar nenhuma proposta justa para a categoria. O setor que mais lucra no país ofereceu reajuste ilusório de 5,5%, o que representa perda de 4% diante da inflação, e um abono de R$ 2,5 mil que nem é este valor mesmo já que sobre ele incide imposto de renda e INSS. E é pago uma vez só, ou seja, não tem efeito nos cálculos do FGTS, 13º salário ou da aposentadoria.

Nossas principais reivindicações: 

- Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
- PLR: 3 salários mais R$7.246,82 
- Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
- Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
- Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
- Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas.
- Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 
- Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).


Fonte: Contraf-CUT