DIAP aponta perda de força da Bancada Sindical na Câmara dos deputados
08 de outubro de 2014
Resultado das eleições para deputado federal no país mostra redução da Bancada Sindical na Câmara, e trará um cenário preocupante para os trabalhadores
O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) fez um levantamento a respeito do resultado das eleições do dia 5 de outubro deste ano e constatou que a Bancada Sindical (grupo de parlamentares que atuam na defesa dos interesses da Classe Trabalhadora) foi reduzida de 83 para 46 deputados para a próxima legislatura. Destes, 32 foram reeleitos e apenas 14 estrearão na Câmara Federal.
Por outro lado, a Bancada Empresarial na Câmara deverá ter 190 deputados, número inferior aos 246 que foram eleitos na eleição de 2010.
De acordo com o DIAP, a cada eleição a Bancada sofre oscilação e em 1988 foram eleitos 44 sindicalistas. Na eleição de 2002, o crescimento foi significativo, passando para 74 representantes dos trabalhadores na Câmara, provavelmente pela influência da eleição de Lula na Presidência do Brasil. Em 2006, a Bancada Sindical caiu para 54 parlamentares.
O resultado deste ano é visto como preocupante para a Classe Trabalhadora, levando em conta a forte pressão feita pelos patrões nos últimos tempos pela aprovação de projetos de lei que visam reduzir direitos, como, por exemplo, o PL 4330, que propõe a regulamentação da terceirização no país.
A Bancada Sindical dá sustentação e faz a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, aposentados e servidores públicos no Congresso Nacional, além de intermediar demandas e mediar conflitos entre estes e o Governo e/ou empregadores.
Agora, com o segundo turno da eleição para a Presidência da República, os trabalhadores precisam analisar muito bem os dois projetos que estão empenhados em assumir o controle do país e escolher aquele que poderá impedir que os empresários, fazendeiros e a grande mídia façam as mudanças que pretendem no Congresso Nacional para retirar as conquistas obtidas nos últimos anos pela Classe Trabalhadora.
Fonte: DIAP