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Bancários do Santander com horas negativas devem procurar seu Sindicato

Bancários do Santander com horas negativas devem procurar seu Sindicato

06 de agosto de 2021

Funcionários do Santander que não conseguiram compensar as horas negativas devem entrar em contato com o Sindicato para encontrar a melhor forma de resolver essa pendência sem ser prejudicado

Em abril de 2021, o Santander informou que mais de 700 bancários estavam acumulando horas negativas por causa da pandemia do novo coronavírus, que obrigou muitos empregados a ficarem em casa impossibilitados de trabalhar. Segundo o banco, cerca de 100 destes trabalhadores estão devendo mais de 1.000 horas de trabalho.

Diante da situação que levou muitos bancários a ficarem sem função por conta da pandemia, o movimento sindical firmou um Acordo de Banco de Horas Negativas com o Santander em setembro de 2020, que foi renovado em janeiro e teria de ser novamente revalidado em abril. Contudo, o Acordo tinha uma cláusula que impedia a compensação dessas horas negativas aos finais de semana. O Santander condicionou a renovação do Acordo à retirada desta cláusula que impedia o trabalho aos finais de semana.

“Ou seja, se revalidasse o Acordo sem esta cláusula, o movimento sindical daria respaldo para o banco convocar os empregados para trabalharem aos fins de semana, caso o banco julgasse conveniente, infringindo e alterando, desta forma, a jornada de trabalho do bancário”, alertou a coordenadora da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Lucimara Malaquias.

A COE solicitou ao Santander que fornecesse os dados desses trabalhadores com horas negativas, para que a entidade pudesse entrar em contato com eles a fim de entender a real situação visando a construção de um acordo que pudesse atender da melhor forma possível as necessidades deste empregados.

Além disto, os Sindicatos também reivindicaram que o Santander encontrasse função para estes trabalhadores no home office.

“O Santander tem totais condições financeiras, logística e sistêmica de dar função para estes trabalhadores em casa sem que eles ficassem com hora negativa e acumulando dívida com o banco de forma interminável. Contudo, não foi possível avançar na negociação porque o banco se recusou a repassar as informações e toda e qualquer negociação pressupõe transparência. E o movimento sindical precisa ter clareza sobre todas as questões envolvidas para tomar uma decisão assertiva que contemple os trabalhadores”, explicou Lucimara.

Diante do impasse, o Acordo não foi renovado em abril.

Ministério Público do Trabalho entra na jogada

O MPT (Ministério Público do Trabalho), acionado por um trabalhador anônimo, convocou o Santander e o movimento sindical para uma mediação sobre as horas negativas.

Foram realizadas ao menos cinco reuniões ao longo de junho e julho, nas quais o movimento sindical reforçou a necessidade de ter acesso a esses trabalhadores para que pudesse construir um acordo que melhor os atendesse.

Ao longo das mediações com o MPT, o Santander novamente se recusou a encaminhar ao movimento sindical os dados desses trabalhadores. Contudo, o banco assumiu o compromisso e a responsabilidade de fazer a intermediação entre o movimento sindical e os trabalhadores.

Diante do compromisso, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) elaborou um comunicado que será encaminhado entre os dias 5 e 10 de agosto pelo banco a todos os trabalhadores que acumularam horas negativas ao longo da pandemia.

Procure seu Sindicato

É fundamental que esses trabalhadores entrem em contato com o seu Sindicato e/ou com a Contraf-CUT, por meio do e-mail [email protected].

“Os trabalhadores que tiverem quaisquer dúvidas sobre o saldo de horas e seus direitos, devem procurar seu Sindicato. Nós queremos te ouvir para tentar uma negociação que corresponda da melhor forma sua relação e condição com o banco. Não fique sozinho, não se isole, nós estamos aqui para atendê-los. O movimento sindical fará tudo que estiver a seu alcance, tanto pela via negocial quanto pela via jurídica, para resolver a situação destes trabalhadores. No entanto a participação deles é fundamental”, disse a coordenadora da COE do Santander.

Fonte: SPBancários/Contraf-CUT