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Funcionários do Banco do Brasil aprovam Estado de Greve

Funcionários do Banco do Brasil aprovam Estado de Greve

06 de fevereiro de 2021

As Assembleias virtuais dos funcionários do Banco do Brasil, realizadas na sexta-feira (5/02), aprovaram, por ampla maioria de votos, o indicativo de Estado de Greve para pressionar negociações sobre a reestruturação

Funcionários e funcionárias do Banco do Brasil em todo o País participaram na noite desta sexta-feira de Assembleias realizadas pela internet e aprovaram o Estado de Greve. “Os funcionários mostraram que querem negociar. Exigem que o banco seja transparente com relação ao plano que está em implantação. Queremos saber quantas e quais agências serão fechadas, quantos funcionários serão afetados e o que o banco pretende fazer para que os trabalhadores não sejam, mais uma vez, prejudicados”, disse o coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga.

O Estado de Greve é um alerta para que a direção do banco e o governo se atente para as reivindicações dos trabalhadores e abram negociação para que se evite a deflagração da greve.

“Temos que estar preparados para o pior, pois temos no comando do País um governo que, declaradamente, quer acabar com os diretos dos trabalhadores e que vê o funcionalismo como um problema para seu projeto privatista. Um governo que quer, a qualquer custo, acabar com o Banco do Brasil”, completou a secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) na CEBB, Fernanda Lopes.

Pressão

Os funcionários estão pressionando o banco para que o mesmo seja transparente e abra negociações com relação ao plano que prevê a demissão de 5 mil funcionários (em plena pandemia), além do fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios.

Na quarta-feira (3), os funcionários realizaram reunião com o MPT (Ministério Público do Trabalho) para pedir intervenção do órgão na busca de informações. “Procuramos a intermediação do MPT porque a direção do banco, pela primeira vez, se recusou a nos informar sobre mudanças que afetam os funcionários de forma contundente”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga.

O banco se comprometeu na reunião a submeter a pauta com os pontos destacados pela Contraf-CUT à instância superior e trazer a resposta até a próxima audiência com o MPT, na segunda-feira (8).

Fonte: Contraf-CUT