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Câmara adia votação do PL 4330, mas mobilização tem que continuar

Câmara adia votação do PL 4330, mas mobilização tem que continuar

04 de junho de 2013

Atendendo ao pedido do deputado Décio Lima (PT/SC), atual presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, foi retirada na sexta-feira (31/05) a proposta de regulamentação do trabalho terceirizado no Brasil, cuja votação estava prevista para a sessão ordinária desta terça 4 de junho. Com isso, o ato de mobilização convocado pela Contraf-CUT e demais entidades fica adiado.

O substitutivo do deputado Artur Maia ao PL 4330/2004 (projeto de lei do deputado Sandro Mabel, empresário do ramo da alimentação, entre outros) constava da pauta do dia 28 de maio, surpreendendo a todos, uma vez que esse tema consta de mesa de negociação convocada pelo Governo Federal com as Centrais sindicais para o dia 11 de junho, em Brasília, com o objetivo de buscar alternativas ao texto do substitutivo.

A sessão acabou não ocorrendo por causa da instalação do plenário da Câmara para votações (de acordo com o regimento interno, quando isso ocorre são automaticamente suspensos os encaminhamentos das comissões internas).

"O texto do substitutivo do deputado Artur Maia institucionalizaria a total precarização do trabalho no Brasil, uma vez que não estabelece qualquer limite para o processo de substituição do pessoal contratado atualmente diretamente pelas empresas e governos, por pessoal temporário e eventual, para a prestação de serviços terceirizados", critica Miguel Pereira, secretário de Organização da Contraf-CUT.

"A terceirização e as subcontratações poderiam ocorrer se apenas e tão somente a empresa prestadora dos serviços for classificada como 'empresa especializada'. A médio prazo toda a organização sindical, lutas e conquistas das categorias organizadas nas últimas décadas serão jogadas no lixo", acrescenta Miguel.

Intensificar a mobilização

O adiamento da votação do projeto na CCJC não deve desmobilizar o movimento sindical. Pelo contrário, a mobilização de toda classe trabalhadora e suas entidades precisa ser intensificada junto à sociedade.

"A qualquer momento, regimentalmente, a proposta pode voltar a ser apreciada na CCJC, que é a última Comissão da Câmara a votá-la. A rigor, depois dessa votação, a proposta vai ao Senado. Outro elemento importante é que mesmo durante as negociações com o governo federal a mobilização será fundamental para sairmos desse processo com vitórias", alerta Miguel Pereira.

Fonte: Contraf-CUT