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Santander coloca em prática canal de atendimento às vítimas de violência de gênero

Santander coloca em prática canal de atendimento às vítimas de violência de gênero

03 de março de 2021

O Santander colocou em prática o canal de atendimento às bancárias vítimas de violência de gênero, conquista da categoria na Campanha de 2020. O programa inclui ajuda psicológica, jurídica e financeira, se for necessária

O Santander implementou um canal de atendimento às mulheres vítimas de violência de gênero. O serviço é uma conquista da categoria bancária assegurada na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) de 2020 e agora foi finalmente colocado em prática pelo banco espanhol.

Através do canal, o Santander oferecerá ajuda psicológica para além da cobertura do convênio médico para a vítima e sua família, além de assistência jurídica e financeira, caso seja necessário. O banco também auxiliará no encaminhamento à delegacia da mulher e na transferência de local de trabalho e residência. O atendimento é sigiloso e poderá ser feito através do Pape, pelo telefone 0800 723 44 72, disponível 24h.

“É importante entendermos que este não é um problema exclusivo da vítima, mas da sociedade como um todo, e os empregadores devem fazer parte da solução, abrindo canais de amparo e assistência. Esta é uma conquista para as bancárias e um avanço importante, resultado da negociação coletiva. O Brasil é o quinto país com maior número de casos de feminicídio, e a categoria bancária sai na frente e estabelece um novo marco civilizatório na negociação coletiva”, avalia a dirigente do Sindicato de São Paulo, Lucimara Malaquias.

Segundo Lucimara, embora o Santander já tenha realizado atendimentos deste tipo anteriormente, com a CCT se estabeleceu um protocolo especializado para o tema.

“Cabem melhorias no atendimento realizado pelo banco, como dar treinamento aos gestores para identificar e saber lidar com funcionárias que são vítimas desta situação. Mas o mais importante é que estão em andamento o desenvolvimento e as melhorias do canal”, completou a sindicalista.

Por Danilo Motta/spbancarios