Geral

Bancos fecharam 1.540 postos de trabalho em 11 meses

Bancos fecharam 1.540 postos de trabalho em 11 meses

03 de janeiro de 2019

Dados do Caged, referentes ao período de janeiro a novembro de 2018, revelam que os bancos exterminaram 1.540 postos de trabalho no País, contribuindo para o aumento do desemprego

Os bancos que operam no Brasil fecharam 1.540 postos de trabalho entre janeiro e novembro de 2018, conforme revelaram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Clique aqui e veja a análise completa feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que a Caixa Econômica Federal foi responsável pelo fechamento de 1.058 postos no período, enquanto os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, fecharam 640 postos.

O Estado do Rio de Janeiro registrou o maior saldo negativo no emprego bancário nos 11 primeiros meses do ano, com 908 postos fechados, seguido do Paraná e do Distrito Federal, com 287 e 235 postos fechados no período, respectivamente. São Paulo, com 59% das admissões e 58,5% dos desligamentos, teve saldo de 138 postos abertos, sendo o segundo maior saldo positivo no período da análise. O primeiro foi do Estado do Pará, com 229 postos abertos.

Faixa Etária

Os bancos continuam concentrando suas contratações nas faixas etárias até 29 anos (68,3%), em especial entre 18 e 24 anos (41,5%). No período, foram criadas 10.679 vagas para trabalhadores até 29 anos.

Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo (ao todo, foram -12.219 postos), com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 5.532 postos.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 13.181 mulheres admitidas nos bancos nos primeiros 11 meses de 2018 receberam, em média, R$ 3.684,21. Esse valor corresponde a 74,9% da remuneração média auferida pelos 14.131 homens contratados no período.

Com estes dados constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 14.323 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.639,84, o que representou 75,6% da remuneração média dos 14.529 homens desligados dos bancos.

Reflexos da Reforma Trabalhista nos dados do Caged

Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Ministério do Trabalho, as demissões sem justa causa representaram 55,9% do total de desligamentos no setor bancário, entre janeiro e novembro de 2018. As saídas a pedido do trabalhador representaram 35,6% dos desligamentos.

Neste período, foram registrados, ainda, 109 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador, modalidade de demissão criada a partir da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. A remuneração média dos desligados por essa modalidade foi de R$ 8.856,61.

Fonte: Contraf-CUT