Revista denuncia Michelle e Pedro Guimarães por liberação do Pronampe a aliados de Bolsonaro
02 de outubro de 2021
Denúncia feita pela revista Crusoé,revela que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, atuou junto com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para dar preferência a um grupo de pequenos empresários na obtenção de créditos emergenciais com juros baixos por meio do Pronampe. O deputado Marcelo Freixo já pediu ao MPF para investigar esquema de tráfico de influência pela mulher de Bolsonaro
A primeira-dama Michelle Bolsonaro armou um esquema com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, para ajudar aliados da família do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) a ter preferência na obtenção de créditos emergenciais com juros baixos por meio do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
A denúncia do esquema, que viola o princípio da impessoalidade ao dar preferência a pessoas específicas próximas da cúpula de poder, foi feita pela revista Crusoé, que divulgou a lista dos beneficiados. Confira na reportagem "O balcão de Michelle".
O líder da minoria na Câmara dos Deputados, Marcelo Freixo (PSB-RJ), disse que já acionou o MPF (Ministério Público Federal) para que Michelle seja investigada por tráfico de influência.
“Acabo de acionar o MPF para que Michelle Bolsonaro seja investigada por tráfico de influência”, escreveu Freixo no Twitter.
“É corrupção por tudo quanto é lado!”, postou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), também no Twitter.
Noutra postagem ele publicou uma imagem do e-mail interno em que a própria Caixa fala em um acerto entre a primeira-dama e o presidente da instituição financeira, Pedro Guimarães, para facilitar o acesso de empresas amigas aos financiamentos.
Sobre o esquema
De acordo com a reportagem da Crusoé, empresas interessadas procuraram por Michelle, que enviou as listas a Guimarães, que atendia a demanda imediatamente. As operações se deram em uma agência da Caixa na cidade de Taguatinga (DF).
O esquema foi descoberto no sistema de controle interno da Caixa, e chamou a atenção por fugir do procedimento normal de operações de crédito do banco.
Fonte: CUT Nacional
