NEGOCIAÇÃO PERMANENTE

Trabalhadores querem respostas concretas do Santander

Trabalhadores querem respostas concretas do Santander
terça-feira, 23/04/2019

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), por meio dos integrantes da COE (Comissão de Organização dos Empregados) e de entidades de representação dos trabalhadores, se reúne com o CRT (Comitê de Relações Trabalhistas) do Santander na quinta-feira (25/04), em São Paulo, para debater questões pendências de negociação com o banco.
O CRT é uma conquista dos bancários do Santander prevista na cláusula 35 do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico do banco, aditivo à CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). A CRT se reúne a cada dois meses para tratar das questões de relações trabalhistas.
“Queremos a solução para questões que estão pendentes, tanto para problemas específicos enfrentados pelos trabalhadores em seu dia a dia, quanto para aquelas que nos ajudarão na resolução de questões gerais. O importante é sairmos da reunião com a solução”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o Santander, Mario Raia.

Histórico e pontos de pauta

Os trabalhadores se reuniram com a vice-presidenta de RH do banco no dia 22 de março e a reunião de quinta-feira só foi marcada após envio de ofício à vice-presidência de RH do Santander e carta aberta à presidenta executiva do conglomerado, Ana Botín.
Entre os temas abordados, estão as pressões e ameaças de demissão contra os bancários que não obtiverem a certificação CPA 10 até maio; unificação de cargos; mudança da bandeira dos vales refeição e alimentação; aumentos abusivos na mensalidade e coparticipação do plano de saúde; retirada das portas giratórias de agências.

Os representantes dos trabalhadores também cobrarão explicações sobre a intenção de abrir agências nos finais de semana para educação financeira e abertura de agências em shoppings centers. O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, informou em vídeo a intenção que o banco tem de abrir as agências aos finais de semana.
O valor do reajuste do valor de reembolso por quilômetro rodado com carro próprio; e problemas enfrentados pelos trabalhadores após afastamento pelo INSS são outros pontos a serem discutidos.

Fonte: Contraf-CUT/SPBancários

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