REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reunião com professores de Faxinal aponta riscos para a aposentadoria

Diretores do Sindicato de Apucarana fizeram uma apresentação dos principais pontos da PEC 6/2019 Diretores do Sindicato de Apucarana fizeram uma apresentação dos principais pontos da PEC 6/2019
quinta-feira, 30/05/2019

A reforma da Previdência e suas consequências, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, foi tema de reunião entre diretores do Sindicato de Apucarana e professores aposentados de Faxinal, realizada na terça-feira (28/05).

Na ocasião foi feita uma apresentação a respeito dos principais pontos da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 6/2019, comparando os direitos atuais com as mudanças pretendidas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), que dificultarão a aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

O encontro foi intermediado pela APP Sindicato (entidade que representa professores estaduais do Paraná) e, segundo José Roberto Brasileiro, presidente do Sindicato de Apucarana, faz parte da mobilização contra a reforma da Previdência.

“Os professores e as professoras serão duramente penalizados com as mudanças nas regras da aposentadoria. A mulher professora será mais prejudicada ainda, pois ao invés de 25 anos de 25 anos contribuindo pela função do magistério, será obrigada a trabalhar por 30 anos e só poderá se aposentar quando tiver 60 anos de idade”, explica.

Clique aqui para ver a regra atual.

Além disso, continua Brasileiro, quem atingir esses requisitos só receberá 80% do benefício. Para ganhar 100% terá que contribuir por 40 anos. Para quem já está aposentado, o risco é o congelameto dos benefícios, já que a proposta de Bolsonaro retira esse mecanismo previsto na Constituição Federal.

“É uma covardia fazer isso com pessoas que são responsáveis pela educação de nossos filhos e netos, obrigando-os a trabalhar até morrer para ter direito a se aposentar, sem falar que os salários são muito aquém do que professores e professoras merecem ganhar”, avalia o presidente do Sindicato de Apucarana.

Por Armando Duarte Jr.

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