LONDRINA

Mais de 1.700 pessoas já assinaram documento em defesa da Previdência

A coleta de assinaturas está ocorrendo no Calçadão e em outros locais que concentram grande número de pessoas A coleta de assinaturas está ocorrendo no Calçadão e em outros locais que concentram grande número de pessoas
terça-feira, 30/04/2019

O Calçadão de Londrina é o principal ponto de coleta de assinaturas contra  reforma da Previdência

O diretor Edvaldo Zanutto explicando a populares os riscos que a PEC 6/2019 oferecem aos brasileiros  

Neste mês de abril, a mobilização feita por dirigentes do Sindicato de Londrina e da Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Paraná) conseguiu reunir mais de 1.700 assinaturas no documento a ser encaminhado à Câmara dos Deputados para demonstrar que a população brasileira é contra a reforma da Previdência.

Este trabalho está sendo feita no Calçadão de Londrina e em outros locais de grande concentração de pessoas. Com material informativo e aparelho de som, os dirigentes da entidade estão explicando os principais pontos da PEC 6/2019, que é a proposta do governo Jair Bolsonaro (PSL), e  os riscos que eles representam para o País.

“Estamos conseguindo um elevado número de apoios nesta luta, porque a Classe Trabalhadora está vendo que é uma farsa o discurso do governo de que a reforma é necessária. Os argumentos utilizados agora são os mesmos do Michel Temer, não se sustentam”, ressalta Geraldo Fausto dos Santos, diretor da Fetec-CUT/PR.

Edvaldo Zanutto, diretor do Sindicato de Londrina, afirma que muitas pessoas ainda não se deram conta de que essa proposta do governo Bolsonaro não retira privilégio nenhum e foca somente na retirada de direitos dos trabalhadores do setor privado e público, elevando a idade mínima para se aposentar e reduzindo os valores dos benefícios daqueles que conseguirem cumprir os requisitos impostos.

“Se a reforma da Previdência for aprovada na forma como quer o governo, ninguém vai conseguir se aposentar se não tiver pelo menos 40 anos de contribuição. É muito tempo”, avalia.

Além disso, Zanutto critica o sistema de capitalização, que irá substituir a Previdência Pública, por favorecer apenas os bancos, principais interessados nos milhares planos de previdência privada que cairão nas suas mãos.

“A população brasileira precisa abrir os olhos, participar ativamente da mobilização contra essa reforma, aderiam às atividades de rua e compartilhando informações nas redes sociais para impedir que a PEC 6 seja aprovada no Congresso Nacional”, orienta.

Acesse a página do Comitê Estadual em Defesa da Aposentadoria para obter mais informações: #euqueromeaposentar. Entre nesta luta!

Por Armando Duarte Jr.

COMPARTILHE