PRESIDENTE DA CUT GARANTE

Nenhuma medida judicial impedirá a Greve Geral

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que a Greve Geral é um direito legítimo da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria, por mais empregos e recursos para a Educação O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que a Greve Geral é um direito legítimo da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria, por mais empregos e recursos para a Educação
quinta-feira, 13/06/2019

“Não será nenhuma medida judicial que impedirá os trabalhadores e as trabalhadoras de fazer greve geral nesta sexta-feira (14/06) para barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro. Vamos denunciar à OIT (Organização Internacional do Trabalho) esses juízes que, por solicitação de governos e patrões, tentam constranger os trabalhadores. Isso só demonstra o quanto a Greve Geral está na boca do povo e preocupando os empresários”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, se referindo a liminares concedidas pela Justiça para impedir a paralisação convocada pelas Centrais Sindicais contra a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) nº 06/2019, que muda as regras da aposentadoria, por mais empregos e contra os cortes na Educação.

A afirmação de Vagner confirma a importância da Greve Geral e repudia liminares judiciais e ameaças de multas, impetradas contra Sindicatos, que visam impedir a Classe Trabalhadora, em especial o setor de transportes - metrô, ônibus e trens -, de paralisar suas atividades amanhã.

“Não vamos ceder a esse constrangimento à Lei de Greve. Os trabalhadores do setor de transportes decidiram em assembleias legítimas aderir à paralisação de amanhã (14/06), e assim será”, disse o presidente da CUT.

Segundo Vagner, essas liminares configuram práticas antissindicais, não serão acatadas e possíveis multas serão questionadas judicialmente em fóruns internacionais, como a OIT.

“Conclamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil inteiro a não sair de casa amanhã e apoiar a paralisação. A Greve Geral faz parte da luta para garantir que os brasileiros tenham direito a se aposentar e direito à seguridade social”, ressaltou.

A Greve Geral desta sexta foi anunciada no Ato Unificado do Dia Internacional do Trabalho, em 1º de maio, e está sendo organizada pela CUT e demais centrais sindicais - CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, UGT, Nova Central, CSP- Conlutas e Intersindical.

Entre as categorias que aprovaram a paralisação em assembleias realizadas em todo o Brasil estão bancários, professores, metalúrgicos, químicos, portuários, trabalhadores rurais, agricultores familiares, metroviários, motoristas, cobradores, caminhoneiros, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, eletricitários, urbanitários, petroleiros, enfermeiros, vigilantes, servidores públicos federais, estaduais e municipais.

"Sexta-feira é o dia de todos os brasileiros e brasileiras, com carteira assinada ou não, participarem da Greve Geral. Queremos mais empregos e geração de renda. Trabalhador não aguenta mais pagar as contas das crises, perdendo com isso direitos trabalhistas e previdenciários”, disse Vagner ao Portal CUT.

Fonte: CUT Nacional

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