29 DE ABRIL

Servidores do PR protestam contra o massacre do governo

Servidores cobram o reajuste e respeito do governador Ratinho Jr. -  Foto: Giorgia Prates Servidores cobram o reajuste e respeito do governador Ratinho Jr. - Foto: Giorgia Prates
sábado, 30/04/2022

Relembrando o massacre sofrido em 2015 pelas forças policiais do ex-governador Beto Richa (PSDB), servidores públicos do Paraná realizaram protestos na sexta-feira (29/04), em Curitiba e em diversas outras cidades do Estado.

As atividades deste ano tiveram como foco a luta pela data base e contra a retirada de direitos patrocinada pelo governador Ratinho Junior (PSD). Com faixas e cartazes, os manifestantes lembraram do “Pacote de Maldades” enviado por Beto Richa à Assembleia Legislativa, que tinha, entre outras medidas, o confisco de R$ 5 bilhões da Paraná Previdência.

“O 29 de abril, desde 2015, vem sendo marcado como um dia de lutas. Em 2015, houve um massacre da polícia contra os servidores que se manifestavam. De lá para cá estamos fazendo a resistência em defesa dos serviços públicos, a luta para que toda a população paranaense tenha um serviço público de qualidade, apesar do Governo Ratinho Jr., que vem nos massacrando retirando direitos e a nossa condição de prestar um serviço de qualidade para todos”, disse Marlei Fernandes, presidenta do FES (Fórum de Entidades Sindicais).

Para a presidenta da APP-Sindicato, Walkíria Olegário Mazeto, os trabalhadores continuam sendo massacrados. “A cada ano vai mudando o tipo de violência contra nós, os servidores públicos. Neste ano, estamos unificados com todas as categorias pela luta da data-base, da reposição inflacionária que já chega a 35%”, explicou.

Segundo estudo da assessoria técnica do FES, desde 2017 o governo não zera a inflação na data-base de servidores. Os reajustes no período 2017-2022 foram a reposição parcial de 2% em janeiro de 2020 e 3% em janeiro de 2022. Com isso a defasagem salarial acumulada até abril é estimada em 36,15%, com custo estimado de R$ 9,4 bilhões.

Isso significa que os servidores e as servidoras perderam 11,03 salários nesse período pela não aplicação dos reajustes devidos. Nos próximos doze meses, a estimativa é que esses trabalhadores perderão quase metade do seu salário – equivalente a 4,8 salários -, ou seja, o servidor leva para casa 8,51 salários dos 13,33 salários que recebe anualmente.

Além do pagamento da data-base, servidores também reivindicaram a retirada imediata do desconto previdenciário para os aposentados, que passou de 11% para 14%. E também trouxeram pautas especificas de cada categoria e denúncias sobre a omissão do governo na valorização do serviço púbico.

Clique aqui para ler mais sobre os protestos de 29 de abril.

Fonte: Brasil de Fato PR

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