PARANÁ

Servidores estaduais protestam contra congelamento dos salários

Mais de 100 pessoas foram feridas no massacre de 2015 pelas forças do ex-governador Beto Richa - Foto: Joka Madruga Mais de 100 pessoas foram feridas no massacre de 2015 pelas forças do ex-governador Beto Richa - Foto: Joka Madruga
segunda-feira, 29/04/2019

Servidores públicos do Paraná realizam nesta segunda-feira (29/04) um dia de protestos e paralisação das atividades em alguns setores para pressionar o governo Ratinho Jr. (PSD) a rever a decisão de manter o congelamento dos salários e a negociar as reivindicações deste ano.

Este dia 29 de abril também é uma data de referência para lembrar o massacre dos grevistas ocorrido em 2015, quando os servidores estavam mobilizados em Curitiba para impedir a aprovação pela Assembleia Legislativa do Paraná do confisco de R$ 5 bilhões da ParanaPrevidência, uma das medidas previstas no “Pacote de Maldades” do então governo Beto Richa (PSDB).

Na ocasião, mais de 100 grevistas, entre servidores, professores e estudantes foram feridos  por balas de borracha, cassetetes, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo utilizados pelas forças de repressão convocadas por Beto Richa na tentativa de sufocar os protestos.

Clique aqui para saber mais sobre o massacre do dia 29 de abril de 2015.

Falta de compromisso

A luta dos servidores públicos estaduais do Paraná contra o congelamento dos salários ganhou força com a falta de compromisso de Ratinho Jr. em resolver essa questão. Durante a campanha eleitoral, o então candidato ao governo do Paraná , Ratinho Jr., se posicionou favoravelmente à concessão do reajuste e a reconhecer a data base da categoria.

Agora, após 100 dias de ter tomado posse no Palácio do Iguaçu, o governador repete a política de Beto Richa, alegando que os cofres do Estado não suportam arcar com a reposição da inflação nos salários, abandonando o discurso de campanha com o qual conseguiu inúmeros votos para se eleger.

Nos protestos deste dia 29 de abril, os servidores públicos estaduais do Paraná lutam ainda contra o corte da Licença-Prêmio, contra a ampliação da jornada de trabalho, pelo pagamento das progressões nas carreiras de diversas outras reivindicações ainda não atendidas pelo governo.

 “O período exige a nossa mobilização, o nosso debate no local de trabalho e, sobretudo, afirmar ao governo que não aceitamos retrocesso”, resume Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato ao convocar os professores e servidores da Rede Estadual de Ensino para este dia de paralisação.

Por Armando Duarte Jr.

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