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Itaú lucra R$ 6,9 bilhões em apenas três meses

Itaú lucra R$ 6,9 bilhões em apenas três meses
sexta-feira, 03/05/2019

O Itaú obteve um Lucro Líquido recorrente de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre de 2019, com crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2018 e de 6,2% no trimestre. De acordo com o banco, o crescimento da margem financeira com clientes foi o principal destaque positivo, devido crescimento das carteiras de pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. A rentabilidade (retorno recorrente sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado – ROE) do Itaú cresceu 1,4 pontos percentuais, ficando em 23,6%. A maior entre os três maiores bancos privados do país. A rentabilidade do Santander no mesmo período foi de 21,9% e a do Bradesco de 20,5%.
Para o dirigente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e coordenador da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú, Jair Alves, o banco trabalha de olho na aprovação da reforma da Previdência. “Com a aprovação da reforma o banco vai ganhar e aumentar ainda mais seus lucros”, disse.

Menos empregos

A holding encerrou o 1º trimestre de 2019 com 86.204 empregados no País, com abertura de 361 novos postos de trabalho em 12 meses, porém, foram fechados 597 postos no último trimestre do ano. Outro ponto negativo foi o fechamento de agências. Foram 60 agências fechadas no período.
“Com o fechamento de agências e a aposta no modelo digital o banco entrega o que seus acionistas mais cobram, menos custos e mais dividendos. Sem contar com a atuação no grande mercado de cartão de crédito e das maquininhas, aproveitando a crise para crescer em credito pessoal e ajudar a ampliar ainda mais no endividamento do povo, com um spread na lua”, completou o dirigente da Contraf-CUT.
O fechamento de agências será uma das questões a serem tratadas na COE com o Itaú, agendada para a próxima terça-feira (7).
Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise do balanço do Itaú no 1º trimestre de 2019, ambas elaboradas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Fonte: Contraf-CUT

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