ITAÚ

Contraf-CUT cobra redução do turnover

Dirigentes sindicais cobraram do Itaú a requalificação dos funcionários para conter a rotatividade no banco Dirigentes sindicais cobraram do Itaú a requalificação dos funcionários para conter a rotatividade no banco
quinta-feira, 21/03/2019

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e a COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú cobraram a redução da rotatividade de trabalhadores no banco (turnover), durante reunião com o banco, realizada na quarta-feira (20/03), em São Paulo. Na ocasião, o banco apresentou os números de admissões de demissões ocorridas em 2018.
“O banco nos apresentou um saldo positivo de postos de trabalho, mas o turnover ainda permanece alto. Cobramos a redução desta rotatividade para um dígito”, disse Jair Alves, dirigente da Contraf-CUT e coordenador da COE do Itaú.
Segundo os dados, o turnover em 2018 foi de 10% (8.618 funcionários). Os dados mostram ainda que foram contratados 9.870 novos funcionários e demitidos 8.618, gerando um saldo de 1.252 postos de trabalho a mais no quadro de pessoal.

Redução das agências

Os representantes dos trabalhadores também cobraram a criação do centro de realocação e qualificação, uma conquista da Campanha Nacional de 2016. “Esta é uma discussão que foi transferida para as Comissões de Empresas. A ideia é que os bancos, antes de demitir seus funcionários, busquem requalificá-los e os realoque em outras áreas onde tenham vagas. Assim conseguiremos reduzir o número de demissões e o turnover que deixam os funcionários apreensivos com o medo do desemprego”, explicou Jair.
De acordo com o dirigente da Contraf-CUT, as contratações são direcionadas para pessoas mais jovens e com conhecimentos na área de tecnologia da informação. Já as demissões são de caixas, gerentes e demais cargos da área operacional das agências.
“Eles estão aperfeiçoando os processos digitais, em preparação para a ampliação das agências digitais. O banco nega que seja uma orientação a demissão de pessoas com mais tempo de casa. Se não há uma orientação neste sentido, então é necessário orientar os gestores do contrário, pois muitas demissões atingem pessoas que estão prestes a adquirir a pré-estabilidade para a aposentadoria a que a categoria tem direito”, disse Mauri Sergio Martins de Souza, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT e funcionário do Itaú.

Os itens “e” e “f” da cláusula 27 da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria garante a estabilidade de “pré-aposentadoria” de 12 meses antes de se completar o tempo para a aposentadoria aos empregados com, no mínimo, cinco anos de vínculo empregatício com o banco. Para os empregados com 28 anos de vínculo empregatício com o banco a estabilidade aumenta para os 24 meses anteriores ao tempo de se completar a aposentadoria pela Previdência Social.

Proposta

A COE e a Contraf-CUT vão elaborar uma proposta para enviar ao banco sobre a questão do emprego e da remuneração, incluindo os programas próprios. A proposta também tratará sobre a retomada das reuniões do GT de Saúde e de questões envolvendo o convênio médico.

Fonte: Contraf-CUT

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