ASSEMBLEIA VIRTUAL

Bancários do Itaú aprovam Acordo de Banco de Horas Negativo

Bancários do Itaú aprovam Acordo de Banco de Horas Negativo
quarta-feira, 13/05/2020

Os bancários e bancárias do Itaú aprovaram, em Assembleia virtual pelos sites dos Sindicatos de todo o Brasil, o Acordo de Banco de Horas Negativo, que garante direitos àqueles que estão afastados ou em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19). O Acordo prevê ainda abono das horas devidas dos meses de março e abril e ainda desconto de 10% nas horas devidas a partir do mês de maio.

“A negociação com o Itaú é uma vitória, pois garantiu tranquilidade aos trabalhadores que estão afastados ou em rodízio nas agências”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE (Comissão Organização dos Empregados) do Itaú.

Pelo Acordo, a reposição das horas devidas só pode se dar no mês seguinte ao final da quarentena, por um período de 12 meses, limitado a duas horas a mais por dia e apenas nos dias úteis, de segunda a sexta-feira. Também determina que caso o bancário trabalhe em sábados, domingos e feriados, essas horas não serão consideradas como reposição, portanto, terão de ser pagas como horas extras.

O Acordo prevê ainda que, caso o bancário seja demitido após a quarentena, ele terá as horas devidas perdoadas, ou seja, elas não serão descontadas em sua rescisão. É importante lembrar que em mesa negociação, o Sindicato conseguiu o compromisso do Itaú de não demitir sem justa causa durante a pandemia.

O Acordo só é válido para quem se encontra em casa sem trabalhar, uma vez que os bancários que estão em regime de home office cumprem suas jornadas e não sairão devendo horas ao banco.

Ficou estabelecido também que caso os bancários e bancárias não queiram ficar afastados, poderão trabalhar no call center durante a pandemia, recebendo treinamento para isso. Mesmo que a jornada desse bancário seja de 8 horas, eles cumprirão a jornada de 6 horas do call center sem sair devendo essas duas horas por dia que estarão fazendo a menos.

Fonte: Contraf-CUT

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