QUEDA DE BRAÇO

Servidores dos EUA realizam a mais longa paralisação da história

A greve mobiliza agentes do FBI, controladores do tráfego aéreo, funcionários de museus e de diversos outros departamentos federais dos EUA A greve mobiliza agentes do FBI, controladores do tráfego aéreo, funcionários de museus e de diversos outros departamentos federais dos EUA
segunda-feira, 14/01/2019

A arrogância do presidente dos EUA, Donald Trump, levou os servidores públicos do país a paralisarem suas atividades em diversas áreas. O protesto chamado “shutdown” entrou no 24º dia nesta segunda-feira (12/01), sendo a greve mais longa da história dos EUA.

Trump insiste em construir um muro na fronteira com o México, mas os parlamentares democratas se recusam a aprovar a destinação de US$ 5,7 bilhões para a obra, impedindo o presidente de frear a imigração ilegal, uma das principais promessas de campanha eleitoral.

Em resposta, o Trump se recusou a assinar orçamentos de vários departamentos governamentais não relacionados com a disputa, suspendendo o repasse de recursos e o pagamento dos salários de cerca de 800 mil funcionários – de agentes do FBI a controladores do tráfego aéreo e funcionários de museus – não receberam salários nesta sexta-feira.

Receoso com as consequências de seu ato, ele recuou da ameaça de declarar estado de emergência no país caso o impasse com os democratas não fosse resolvido, o que lhe daria poderes para driblar o bloqueio do Congresso.

"Não vou fazer isso tão rápido assim", disse o presidente. Ele afirmou que declarar estado de emergência seria a maneira mais fácil de acabar com a paralisação do governo, mas que o Congresso precisa assumir a responsabilidade de aprovar os US$ 5,7 bilhões.

Opositores afirmam que uma manobra unilateral do presidente em relação à questão da fronteira seria um abuso constitucional e estabeleceria um perigoso precedente para controversas semelhantes.

Fonte: Brasil e Deutsche Welle Brasília

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