Assembleias rejeitam proposta da Fenaban e aprovam calendário de luta

A Assembleia de Londrina rejeitou, por unanimidade, a proposta de arrocho apresentada pela Fenaban A Assembleia de Londrina rejeitou, por unanimidade, a proposta de arrocho apresentada pela Fenaban
quarta-feira, 08/08/2018

Assembleias de bancários e bancárias de todo o Brasil rejeitaram na noite desta quarta-feira (8/08) a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e aprovaram o calendário de manifestações definido pelo Comando Nacional dos Bancários

 A categoria se reuniu nas sedes dos Sindicatos para avaliar a proposta dos bancos que apenas repõe as perdas com a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real, anunciada na sexta reunião da mesa única de negociação, realizada na terça-feira (7), em São Paulo.

Os banqueiros também não garantiram que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização. Além disso, querem alterar cláusulas da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria, segundo eles, para garantir segurança jurídica, mas sequer apresentaram a redação das modificações.

Na próxima rodada de negociação está agendada para o dia 17 de agosto.

“O recado está dado: bancários querem aumento real e não aceitam perder direitos. Não vão aceitar receber PLR menor, nem ser substituídos por trabalho precarizado,” afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Dia do Basta

Nas Assembleias, a categoria também votou a favor da participação no Dia do Basta, mobilização a ser feita na sexta-feira (10/08), contra a política de retrocessos do governo Michel Temer (MDB).

Foi aprovada a paralisação parcial dos trabalhos, com o retardamento da abertura das agências e dos departamentos em protesto contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e contra o desemprego e a retirada de direitos.

O Dia Nacional do Basta foi convocado pela CUT e demais Centrais sindicais, com apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de vários movimentos sociais.

“A categoria está unida aos demais trabalhadores na luta contra o desemprego que atinge mais de 13 milhões de brasileiros e também contra a retirada de direitos que vem sendo feita pelos golpistas com a aprovação da nova lei trabalhista que libera a terceirização, com o congelamento dos investimentos em saúde e educação e também para defender os bancos públicos contra as privatizações”, disse a presidenta da Contraf.

Defesa dos bancos públicos

No dia 15 de agosto será realizado um Dia Nacional de Luta em defesa dos bancos públicos e contra as resoluções 22 e 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda e repercutido nos estados que não puderem participar do ato em Brasília.

Estas resoluções determinam que empresas estatais reduzam despesas com a assistência à saúde dos trabalhadores; e limita a 6,5% da folha de pagamento a participação no custeio dos Planos de Saúde dos funcionários pelas empresas públicas. Isso afeta tanto a Cassi (plano de saúde dos funcionários do BB), quanto o Saúde Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

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