Sindicato protesta contra retrocessos de Temer e a intransigência dos bancos

Durante a atividade, dirigentes do Sindicato de Cornélio Procópio distribuiu material com informações sobre o Dia do Basta Durante a atividade, dirigentes do Sindicato de Cornélio Procópio distribuiu material com informações sobre o Dia do Basta
sexta-feira, 10/08/2018
 
Diretores do Sindicato na principal agência do Bradesco na base de Cornélio

Para demonstrar a insatisfação da categoria bancária com a proposta apresentada pelos bancos na última terça-feira e com a política de retrocesso do governo Michel Temer (MDB), o Sindicato de Cornélio Procópio está retardando a abertura de das agências neste Dia do Basta.

Elizeu Marcos Galvão, presidente do Sindicato de Cornélio Procópio, afirma que a participação no Dia Nacional de Luta convocado pela CUT e demais Centrais Sindicais foi uma deliberação da Assembleia do de quarta-feira (8/08), na qual bancários e bancárias da base territorial da entidade rejeitaram a proposta da Fenaban, que prevê apenas o repasse do índice da inflação acumulada desde a última data base.

“Os bancos financiaram o governo Temer e são sócios da crise! Apesar de baterem recordes de lucros a todo tempo, querem impor arrocho à categoria, que é obrigada a bater metas cada vez mais altas e no final não são remunerados adequadamente por tantos esforços”, argumenta.


Elizeu: Dia do Basta é só um aquecimento para a mobilização da Campanha Unificada deste ano

Não bastasse isso, Elizeu lembra que nas negociações tanto a Fenaban, quanto os representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal deixaram clara a intenção de usar a reforma trabalhista para reduzir direitos.

“O Dia do Basta é só um aquecimento para a mobilização da Campanha Unificada deste ano. Não vamos aceitar ataques à jornada de trabalho e nem mesmo aos planos de saúde e de previdência, mas sim novas conquistas, porque os bancos podem e devem atender as nossas reivindicações”, ressalta.

Por Armando Duarte Jr.

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