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Permanece impasse sobre a Promoção por Mérito

Permanece impasse sobre a Promoção por Mérito
quinta-feira, 24/02/2022

O GT (Grupo de Trabalho) de Promoção por Mérito na Caixa Econômica Federal se reuniu nesta quinta-feira (24/02), para tentar chegar a uma proposta final sobre o PCS (Plano de Cargos e Salários) e os critérios para pagamento dos valores referentes ao “delta” aos empregados.

“As negociações avançaram. A Caixa aceitou nossa proposta de pagar um delta para todos os funcionários elegíveis e manter o segundo delta de acordo com os critérios que eles haviam estabelecido no começo das negociações, levando em conta o programa de GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas)”, informou o coordenador da representação dos trabalhadores no GT, João Paulo Pierozan. “Mas, permaneceu o impasse com relação ao impeditivo para os empregados e empregadas que tiveram uma única falta injustificada de compor o grupo de elegíveis ao recebimento do primeiro delta”, lamentou Pierozan, ressaltando que a resolução, ou não, deste impasse deverá ser tratada em mesa de negociações entre a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) e o banco, em data ainda não agendada.

“Já estamos muito próximos da data final para o pagamento do delta e vamos solicitar uma agenda para tratar sobre isso o quanto antes”, disse a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Compromisso com a Caixa

A representação dos empregados defende que o fato de haver apenas uma falta injustificada não configura falta de compromisso do empregado com o banco e, por isso, não pode ser considerado como critério que impeça a inclusão no grupo de trabalhadores elegíveis. “Em anos anteriores, o banco incluiu quem teve até três faltas injustificadas no grupo de elegíveis. Agora, se recusa a aceitar entre os elegíveis quem teve apenas uma falta injustificada. Isso traz incertezas sobre que critérios o banco vai utilizar”, observou o coordenador da representação dos empregados no GT. “É como criar a regra do jogo com a partida em andamento! Isso não pode acontecer”, completou.

“A demora nas negociações e, consequentemente, na divulgação dos critérios para a Promoção por Mérito é culpa da Caixa. O banco somente abriu as negociações no final do ano passado, depois de insistirmos muito na necessidade de início das negociações”, reforçou a coordenadora da CEE.

A proposta

  • Todos os empregados elegíveis recebem 1 delta;

    • Impedimentos de composição do grupo de elegíveis:

      • Menos de 180 dias de exercício efetivo;

      • Estar com o contrato de trabalho suspenso na data da apuração da promoção;

      • Ter penalidades no ano-base (advertência, suspensão, censura ética);

      • Apresentar falta não-justificada;

      • Estar na última referência salarial.

  • Pagamento do segundo delta aos empregados classificados como “desempenho excelente”, de acordo com o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP).

Fonte: Contraf-CUT

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