DEMORA

CEE cobra da Caixa cumprimento do Acordo da CCV

CEE cobra da Caixa cumprimento do Acordo da CCV
sábado, 12/06/2021

A Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), por meio da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa Econômica Federal, cobrou esclarecimentos da direção do banco sobre o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho da CCV (Comissão de Conciliação Voluntária).

Segundo a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, as entidades têm denunciado que a Caixa não cumpre o prazo para realização da primeira sessão da CCV, conforme prevê o ACT.

“A Caixa tem até 30 dias para responder aos pedidos de conciliação enviados pelos Sindicatos, mas não tem cumprido o prazo. E quando faz a conciliação, também não faz o pagamento na data acordada. Além disso, não respeita a ordem de recebimento das demandas dos Sindicatos, não responde e-mails e nem atende as ligações. Está muito ruim todo esse processo”, disse Fabiana. Ela conta que existem requerimentos sem resposta desde o ano passado e muitos bancários cobram dos Sindicatos.

Este não é o primeiro pedido de esclarecimentos e providências feito pela Comissão. “Entendemos que, devido ao atraso da assinatura do Acordo, acúmulo de pedidos e mesmo reestruturação das áreas envolvidas, pudesse ter uma demora no atendimento das conciliações. Mas, já deu tempo mais que suficiente para o ajuste ser feito e não se justifica não dar nem uma posição sobre as pendências. Queremos que o negociado seja cumprido!”, cobra a coordenadora da CEE.

O Acordo da CCV foi renovado em fevereiro deste ano e tem validade até dezembro de 2022. O presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Sergio Takemoto, ressaltou a importância da Comissão.

“A CCV permite que as demandas dos empregados sejam definidas sem a necessidade de uma ação judicial. Além disso, o empregado pode ter o acompanhamento direto das entidades sindicais para auxiliá-lo a tomar a melhor decisão. É um direito acordado, portanto, deve ser rigorosamente cumprido”, destacou o presidente da Fenae.

Fonte: Fenae

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