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“O 1° de Maio precisa ser um marco na luta pelo ‘fora Bolsonaro’”, diz Sérgio Nobre

Arte: Nalu Vaccarin/MGIORA Arte: Nalu Vaccarin/MGIORA
segunda-feira, 25/04/2022

No 1º de Maio deste ano, as Centrais CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST, Intersindical - Central da Classe Trabalhadora, e a Pública se unirão para propor reflexão, luta e para reivindicar emprego decente e desenvolvimento sustentável com justiça social, entre outras pautas fundamentais para o País voltar ao rumo do crescimento.  

Nada disso é possível com Jair Bolsonaro (PL) no poder, com ele, “a Classe Trabalhadora não tem futuro”, diz o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, que acrescenta: “Derrotar Bolsonaro e tudo o que ele representa é nossa grande tarefa”.

Para Sérgio Nobre, essa é prioridade no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, que este ano volta a ser presencial, e em todos os outros dias do ano até 2 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas escolher o próximo presidente da República. “O primeiro de maio precisa ser um marco na luta pelo fora Bolsonaro”, ressaltou.

O Ato Unificado do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora vai intensificar a luta por mais direitos e por um País mais justo, com uma política econômica que priorize o desenvolvimento com geração de emprego e renda para o País, ou seja, o oposto do que a dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, ministro da Economia, vêm fazendo desde 2019.

É por isso que as eleições de 2022 são fundamentais para a Classe Trabalhadora e no 1° de Maio a tarefa principal é dialogar com os trabalhadores sobre o futuro do País, ressalta o presidente nacional da CUT. Segundo ele, a principal agenda da CUT e demais Centrais Sindicais neste dia será mobilizar a população e conscientizar sobre os problemas reais dos brasileiros – a volta da fome e da miséria, o desemprego, o aumento exorbitante dos preços dos alimentos e dos combustíveis, fatores que têm penalizado cada vez mais os trabalhadores e trabalhadores, em especial os mais pobres.

“Este ano, 2022, é um ano histórico em que teremos as eleições das nossas vidas. É em outubro que vamos ter a oportunidade de mudar os rumos nefastos em que o Brasil se encontra. Vamos ter a oportunidade decidir o que o Brasil será nos próximos 20 anos”, reforça Sérgio Nobre.

Mas não basta tirar Bolsonaro e eleger um presidente com compromisso com os direitos sociais e trabalhistas, é preciso eleger deputados e senadores que tenham o mesmo compromisso, alerta o dirigente.

“Além de tirar o Bolsonaro de vez da Presidência, temos de eleger candidatos que representem os interesses da Classe Trabalhadora, que saibam conduzir o País, que saibam o que o povo precisa. E defendemos a candidatura de Lula como a solução para salvar o Brasil e também a eleição de um Congresso Nacional que ajude na aprovação das pautas de interesse da Classe Trabalhadora ”, destaca o presidente nacional da CUT.

Imagem do Brasil em jogo

A forma como o mundo hoje vê o Brasil é uma das piores da história. Até mesmo lideranças do setor empresarial avaliam e concordam que a imagem negativa do Brasil no mundo é um entrave para o nosso desenvolvimento. Isso gera problemas sérios para a Classe Trabalhadora.

Visto como um País cujo governo é fascista, machista misógino, homofóbico e racista, que não respeita os direitos humanos e ainda por cima não só faz vistas grossas como incentiva a destruição do meio ambiente, o Brasil se torna um péssimo ambiente para negócios e investimentos. A consequência é menos empregos gerados, mais desigualdade social, a fome e a miséria.

“A imagem do Brasil com Bolsonaro, hoje lá fora, é de descrédito, é vergonhosa, de um País que não respeita direitos, que não se preocupa com a vida da população. Precisamos mudar isso, mostrando o que somos de verdade, um País que trabalha e que vai à luta”, pontua Sérgio Nobre.

“Esse cenário mostra que precisamos de um governo popular, um estadista respeitado no mundo, como Lula é, que foque no desenvolvimento e também no combate à desigualdade, que respeite os direitos humanos e o meio ambiente para que possamos salvar o Brasil e para que voltemos a ser um País em que a população tem dignidade e em que a economia funcione”, complementa o dirigente.

É unanimidade entre as Centrais que realizarão o ato unitário que é urgente sair desta crise e avançar, que é necessário unir a força da Classe Trabalhadora para alcançar um futuro melhor. E esse é espírito da celebração do 1° de Maio deste ano.

“A união da Classe Trabalhadora em torno da luta por um Brasil melhor, mais justo, é o que o mundo precisa ver e o que vamos mostrar neste 1º de Maio”, conclui Sérgio Nobre.

Pautas

No dia 7 de abril, as Centrais realizaram o Conclat 2022 (Congresso da Classe Trabalhadora), cujo resultado foi um documento – Pauta da Classe Trabalhadora  – com propostas para o desenvolvimento do País e que serão abordadas e expostas ao público no Dia 1° de Maio, para consolidar o diálogo sobre o que País precisa para sobreviver. Entre elas:

  • Emprego e renda

  • Contra os aumentos de preços de alimentos e combustíveis

  • Valorização do salário mínimo

  • Contra a fome e a miséria

  • Mais direitos

  • Valorização dos serviços e dos servidores públicos

  • Defesa da democracia

  • Mais investimentos em saúde, educação e transportes

  • Contra a carestia

O Dia da Classe Trabalhadora

Este ano, o 1° de Maio traz como tema a “defesa do emprego, direitos, democracia e pela vida”, temas que dialogam diretamente com o que mais impacta na vida dos brasileiros, atualmente. Desde 2020, por causa das necessárias medidas de isolamento para conter o avanço da pandemia do coronavírus, a data vinha sido celebrada de forma virtual, porém com a mesma característica de denúncia e luta dos eventos presenciais.

A cultura sempre esteve presente nas celebrações da data. Para as Centrais, o Dia Internacional do Trabalhador é uma grande oportunidade de dialogar com a população sobre os problemas do País não somente por discursos políticos, mas também por meio da arte e da cultura, setores muito atacados pelo Bolsonaro.

Além dos atos locais em todo o País, em São Paulo, será realizado o ato principal, na Praça Charles Muller (Pacaembu), a partir das 10h. Entre lideranças sindicais, políticas e religiosas, além de outras personalidades, estarão no palco das Centrais Sindicais grandes atrações, como a cantora Daniela Mercury, que fará um show especial neste dia.

Outra atração confirmada é um dos maiores nomes do samba brasileiro e importante liderança política, a cantora Leci Brandão. Também fazem parte da programação Dexter, Francisco El Hombre e DJ KL Jay, além de outras a serem confirmadas.

O evento será transmitido ao vivo pelo YouTube e Facebook da CUT, das entidades filiadas e das centrais sindicais; e pelo YouTube da TVT (YouTube.com/redeTVT)

A TVT também transmitirá em sinal aberto pela TV, em São Paulo, no canal 44.1 e no ABC pelo canal 512 da Net.

Por André Accarini, com edição de Marize Muniz/CUT Nacional

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