ENCONTRO NACIONAL

Demissões e fechamento de agências explicam lucro do Bradesco

Demissões e fechamento de agências explicam lucro do Bradesco
terça-feira, 03/08/2021

O fechamento dos postos de trabalho e o de agências são dois dos principais pontos do lucro do Bradesco nos últimos meses. Essa foi uma das conclusões do debate sobre o balanço do banco, que deu início aos trabalhos da tarde desta terça-feira (3/08), no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, que está sendo realizado virtualmente.

Nos primeiros três meses de 2021, o Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, alta de 73,6% em relação ao mesmo período de 2020. “O Bradesco está trocando agências por unidade de negócios, com menos bancários, menor estrutura de segurança o que aumenta seus lucros. A redução no emprego também chama atenção, principalmente, por ser em sua grande maioria de trabalhadores de agências”, explicou Gustavo Cavarzan, técnico da subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

O Bradesco fechou 8.547 postos de trabalho e 1.088 agências em doze meses. “Mais de 10% de emprego da empresa eliminada em um ano”, lamentou o técnico do Dieese. O espanto é maior se voltarmos alguns anos. Em 2016, antes de comprar o HSBC, o Bradesco tinha 89.424 trabalhadores. No ano seguinte, depois da fusão, chegou a 109.922. Atualmente são 88.687 funcionários. “Chegou a um patamar menor do que antes de comprar o HSBC. A mesma coisa aconteceu com as agências bancárias. Eram mais de 4.400, chegou a mais de 5.300 e atualmente são apenas 3.312. Podemos dizer que o Bradesco é um banco menor em estrutura, mesmo depois de comprar o sexto maior banco do país, na época. Em estrutura, pois os resultados são muito maiores”, salientou Gustavo Cavarzan.

Novas plataformas

O técnico da subseção do Dieese da Contraf-CUT ainda apresentou novas plataformas que o banco utiliza para disponibilizar seus serviços e produtos, como Ágora, Next e Bitz. “O Bradesco pode ser um estudo de caso de como o movimento sindical deve atuar para abarcar os trabalhadores que não são considerados bancários, mas atuam diretamente para ajudar a construir o resultado do banco”, finalizou.

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Fonte: Contraf-CUT

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